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Manaus
INVESTIGAÇÃO

Preso na 'Cashback', Murad Aziz é levado para fazer exame de corpo de delito no IML

Irmão do senador Omar Aziz foi um dos presos da operação da Polícia Federal que investiga desvios nos recursos da saúde pública do Estado do Amazonas 12/10/2018 às 16:41 - Atualizado em 12/10/2018 às 17:19
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Murad Aziz chegando ao IML. Foto: Márcio Silva
acritica.com Manaus (AM)

O irmão do senador Omar Aziz, o empresário Murad Aziz, chegou nesta sexta-feira (12), por volta das 16h30, para a realização de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte de Manaus. Ele é um dos presos da Operação Cashback, da Polícia Federal, que investiga desvios nos recursos de saúde pública do Amazonas. Os outros dez presos na operação realizada nessa quinta-feira (11) já estão no CDPM 2.

Após os procedimentos, Murad deve ser transferido para o Centro de Detenção Provisório Masculino 2 (CDPM2), no KM 8 da BR-174. Outro homem chegou no IML algemado, junto de Murad na viatura, sendo identificado como Yuri Saba, gerente de projetos de saúde do Grupo Bringel, do empresário Sérgio Bringel, também preso durante a operação. 

Dos 11 presos nessa quinta-feira (11), Murad é o único que ainda não foi  transferido para o sistema prisional do Estado. Ele foi o último dos presos a se entregar e chegou a ser considerado pela Polícia Federal como foragido, pois não estava em casa no momento que os agentes federais estiveram no local, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul. Ele se apresentou somente à tarde, acompanhado de sua advogada.

O CDPM 2 é o mesmo onde o ex-governador José Melo, a ex-primeira dama Edilene Barbosa e ex-secretários de sua gestão ficaram presos após a Operação Custo Político. Tanto a Custo Político quanto a Cashback são desdobramentos da Maus Caminhos, operação deflagrada em 2016 que revelou um forte esquema de corrupção na gestão da Saúde no Amazonas. Somando todas as fases de investigação, o montante desviado chega a R$ 600 milhões.

Horas antes, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, que é a responsável pela custódia dos presos da operação, uma vez que o Amazonas não dispõe de presídios federais, Murad deve ficar em uma cela do “seguro externo” da unidade prisional.  Caso ele não tenha Nível Superior, no entanto, ele ficará custodiado em uma área comum, porém isolada dos demais detentos.

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