Terça-feira, 16 de Julho de 2019
Trânsito

Muretas de proteção em postes de energia atrapalham fluxo de pedestre em avenida

Quem caminha pela avenida Ephigênio Salles, nas proximidades de um condomínio com o mesmo nome, na Zona Centro-Sul, reclama por ter que dividir a calçada com postes de energia elétrica



poste3.JPG Muretas de proteção no entorno de postes na avenida Ephigênio Salles, Zona Centro-Sul, interditam área de pedestre, obrigando às pessoas a passarem pelo acostamento – se arriscando em meio aos veículos – ou “espremidas” próximo ao muro. Foto: Antônio Menezes
22/12/2016 às 06:00

Quem caminha pela avenida Ephigênio Salles, nas proximidades de um condomínio com o mesmo nome, na Zona Centro-Sul, reclama por ter que dividir a calçada com postes de energia elétrica. No local, pelo menos seis postes receberam mureta de proteção em seu entorno que interditam a área para pedestre, obrigando às pessoas a passarem pelo acostamento – se arriscando em meio aos veículos – ou “espremidas” próximo ao muro. A situação é pior para as pessoas com deficiência (PCD), principalmente cadeirantes.

O aposentado José Gonçalves Rogério, 68, ironizou o fato de “protegerem” os postes de energia com a mureta e deixarem o pedestre correr perigo ao não deixar espaço para ele andar em segurança. “Essa mureta é ótima para proteger os postes dos acidentes, mas esqueceram do pedestre. Para a gente passar tem que ser pela avenida, se desviando dos carros, porque do lado do muro a calçada é de barro, faz medo você cair, especialmente nesse período de chuva que deixa a terra escorregadia”, afirmou.   

Rogério é paulista, vem a Manaus, uma ou duas vezes, ao ano para visitar o filho e a nora que moram na cidade. De acordo com ele, sempre gostou de caminhar, mas as calçadas da capital não ajudam. “Há três anos meu filho mora em Manaus e há três anos não vejo arrumarem as calçadas, estão cada vez pior. Não é só aqui na Ephigênio Salses, na André Araújo também. Mas na Ephigênio é mais dificultoso caminhar por causa desses postes com mureta de proteção. Se a pessoa for deficiente a coisa complica mais”, disse.

A advogada Themis Dalle, 55, é outra que pratica caminhada toda a manhã na avenida Ephigênio Salles, e destaca a falta de espaço para o pedestre caminhar com segurança. “Eu entendo que a mureta serve como proteção para os postes, pois passa muito caminhão pesado pela via, mas não deixaram espaço para o pedestre, aliás, caminhar pelas calçadas da cidade é um desafio constante. Aqui, se não fosse esse jardim na frente do condomínio, o risco seria maior porque teríamos que andar em meios aos carros em toda essa extensão que ficam os postes”.

E não é só de um lado da avenida que os postes de energia elétrica contam com mureta de proteção que atrapalha o fluxo de pedestre. Do outro lado, há diversos postes com uma parede pequena de concreto na frente do poste. O pedestre tem que se “espremer” para passar se não quiser encarar a rua movimentada e correr o risco de ser atropelado.

'Alto indíce de acidentes'

A Eletrobras Distribuição Amazonas, empresa responsável pelo serviço de energia elétrica em Manaus, limitou-se a informar que as proteções foram colocadas no local citado pela reportagem devido ao alto índice de acidentes ocorridos na avenida Ephigênio Salles. A concessionária reforçou que, em média, por dia, dois postes são colididos por veículos na cidade, o que causa, consequentemente, a falta de energia nas proximidades da supracitada avenida e prejuízos financeiros à distribuidora que giram em torno de R$ 3 a 5 mil por cada poste danificado.

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