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Muro que dividia motel de estacionamento desaba após forte chuva em Manaus

Terreno de estacionamento que passou por recente reforma pressionou muro, que caiu com a chuva. Com medo, dono do motel já havia interditado quartos e denuncia obra irregular 03/11/2015 às 16:53
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Nível do piso do estacionamento é bem superior ao do motel
VINICIUS LEAL Manaus

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Um muro que fazia divisa entre o terreno do Cobras Motel e uma área usada como estacionamento pelo Mirage Park, e pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), entre as avenidas Djalma Batista e Mário Ypiranga, desabou na noite de segunda-feira (3), em Manaus, após uma forte chuva cair na cidade. Ninguém ficou ferido.

O nível do piso do estacionamento é superior ao do motel (mais baixo), e uma obra feita recentemente no local aumentou ainda mais essa diferença. Na obra, foi feito aterramento e a pista do estacionamento foi elevada ainda mais, quase a ultrapassar a altura do topo do muro. A pressão do aterramento sobre o muro pode ter causado o desabamento da estrutura.

Segundo o proprietário do Cobras, Wagner Monteiro Paz, o muro tinha cerca de 40 metros de extensão e 4 metros de altura, do chão até o topo. O concreto derrubado atingiu dois geradores de energia do motel e, por pouco, não chegou perto de dois quartos. Wagner denuncia que irregularidades feitas na obra causaram a queda do muro.

“A obra foi mal feita. Fizeram um aterro ilegal acima do lixo, que forçou o meu muro. Eles não fizeram nenhuma contenção, barragem de concreto ou coluna, só foram jogando terra. E quando foi ontem, caiu aquela chuva e não aguentou”, disse Wagner. “Ele (muro) já estava cedendo aos poucos, o solo movimentou e cedeu mais de dois palmos”.


Conforme Wagner, a queda do muro já era prevista e o Corpo de Bombeiros visitou o local. “Eu vi que o muro estava torto, e no dia 31 chamei os bombeiros. Eles vieram e verificaram que a obra estava totalmente irregular. Pediram para eu isolar a área porque tinha perigo de cair, e como eu estava com esse medo, interditei dois quartos próximos”. A Defesa Civil Municipal deverá visitar o local ainda hoje

O dono do Cobras Motel afirmou ainda que um funcionário da UEA seria o responsável pela obra no estacionamento. “Foi a UEA que mandou um empreiteiro dela lá. Como a UEA faz uma obra sem projeto, sem engenheiro?”, questionou Wagner Monteiro. “Eles disseram que caiu porque o meu muro é velho. Mas se é velho, eles deveriam ter feito a barragem”.

Mirage Park

O proprietário do Mirage Park, Paulo Roberto Robertini, informou que o terreno é alugado por ele para servir de estacionamento para clientes no período noturno. Ele confirmou que a obra no estacionamento foi foi por alguém da UEA. “O muro cedeu por causa do aterramento. O pessoal da UEA queria melhorar para colocar mais carro lá, e puseram mais asfalto”.

“O muro não ia sustentar a pressão do aterro. Chamei o pessoal que estava fazendo (a obra), entrei em contato com a UEA e contatei o responsável pelo terreno, mas continuaram fazendo. Aí já não é problema meu. O dono do Cobras chamou o bombeiro e eu botei sinalização para não colocar carro ali próximo”, completou Robertini. O empresário reforçou que a responsabilidade pelo terreno é do proprietário.

UEA

A assessoria da UEA informou, por telefone, que a universidade não é a proprietária do terreno e negou ser a responsável pelas obras do aterro, declarando apenas alugar o local no horário comercial para estacionamento dos funcionários que trabalham no prédio da reitoria, na av. Djalma Batista. A UEA disse que o processo de locação do terreno ainda não foi oficializado, e que as obras são de responsabilidade dos donos do terreno.

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