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Na ALE-AM, quanto mais velho o deputado, mais rico ele é

Deputados estaduais como Orlando Cidade e Belarmino Lins colecionam mandatos à medida que acumulam fortunas 28/03/2015 às 18:48
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Orlando Cidade é o mais rico dos deputados estaduais
Janaína Andrade Manaus (AM)

Seis parlamentares veteranos da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) estão na lista de milionários, entretanto, não apresentaram acréscimos na lista de bens declarados ou perda de imóveis a Casa Legislativa em fevereiro deste ano, em comparação ao que foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral, em 2014, são eles: Orlando Cidade (PTN), Belarmino Lins, Wanderley Dallas e Vicente Lopes do PMDB, Josué Neto (PSD) e Cabo Maciel (PR).

O mais rico dos 24 deputados, Orlando Cidade, declarou à Justiça Eleitoral e à Assembleia Legislativa possuir R$ 6.964.295,23 em bens. Do valor divulgado, R$ 730 mil estão bloqueados pela Justiça estadual, conforme decisão judicial. Orlando possui, também, R$ 1,5 milhão em cotas de capital na empresa Amazonjuta Textil Fibra Ltda.

Ex-deputados

A fortuna dos nove ex-deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM) soma R$ 8,2 milhões. Deste total, Vera Lucia Castela Branco (PTB) é a mais afortunada. A ex-deputada possui um patrimônio no valor de R$ 1.785.000, de acordo com a declaração de bens apresentada ao Legislativo. Entre os bens declarados, está uma casa localizada no bairro da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus, no valor de R$ 550 mil.

O segundo ex-deputado mais rico é Chico Preto (PTN), que à Justiça Eleitoral disse, em outubro de 2014, possuir R$ 511.508,49 em bens, e à ALE-AM, em fevereiro deste ano, R$ 1.438.918,14 em bens. 

Em terceiro lugar, o agora “sem mandato” Fausto Souza, quase dobrou a lista de bens um semestre após a eleição de 2014. À Justiça Eleitoral, Fausto Souza declarou possuir R$ 428.514,48 em bens. Já à ALE-AM, Fausto diz possuir R$ 828.514,48 em bens. 

O ex-deputado estadual e agora deputado federal, Marcos Rotta (PMDB) possui R$ 606.944,65 em bens. Marcelo Ramos, que concorreu ao cargo de governador do Estado declarou ter R$ 376.602,04 em bens.

O também deputado federal, Artur Bisneto (PSDB) disse ter R$ 722.799,39. Conceição Sampaio, também, agora, deputada federal, possui um patrimônio avaliado em R$ 281.431,64.

Tony Medeiros (PSL), que não conseguiu se reeleger deputado, possui R$ 734.418,23. Wilson Lisboa (PCdoB), dos ex-deputados, foi o único que declarou não possuir bens registrados em seu nome.

No sétimo mandato como deputado estadual, Belarmino Lins possui R$ 2.612.375,00 em bens. Belão, como é conhecido, possui, entre os imóveis declarados, um apartamento em Fortaleza (CE) no valor de R$ 210 mil; uma embarcação no valor de R$ 300 mil, e ainda R$ 30 mil em espécie.

Dallas, que além de deputado de quarto mandato é pastor da Igreja Assembleia de Deus, declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 1.986.767,44 em bens, e à ALE-AM disse, em sua declaração, ter empobrecido.

O deputado declarou à Casa Legislativa possuir R$ 1.916.267,44, o que representa uma diferença de R$ 500. O valor é referente à quantia em espécie de R$ 70.500 declarados à Assembleia, enquanto à Justiça Eleitoral o valor é de R$ 70 mil.

Vicente Lopes, no 5° mandato de deputado, informou à Justiça Eleitoral e à ALE-AM possuir R$ 1.773.756,26 em bens. Deste total, o parlamentar possui R$ 824.426,25 numa poupança da Caixa Econômica Federal. Já o presidente da Assembleia, deputado Josué Neto, informou ao TSE e ao parlamento R$ 1.497.000,00 em bens.

O deputado Cabo Maciel, também declarou ter empobrecido em março. À Justiça Eleitoral, o parlamentar declarou possuir R$ 1.778.161,93  em bens, já à ALE-AM, Maciel disse possuir R$ 1.147.763,15. O que representa uma diminuição de R$ 630.398,78. Entre os bens que o Cabo deixou de declarar à ALE-AM estão: um imóvel no valor de R$ 545.210,50; e R$ 95.188,29 em aplicações e investimentos bancários.

A declaração de bens é uma exigência da Lei das Eleições (lei 9.504/1997), prevista no artigo 11, que busca tornar o processo eleitoral transparente, além de combater o enriquecimento ilícito. O exercício do mandato está condicionado à apresentação dos documentos.

O 'pobre'

O deputado mais novo do parlamento estadual, Platiny Soares (PV), com 22 anos, foi o único parlamentar desta legislatura que declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) não possuir bens declarados em seu nome.

“Eu sou pobre, era soldado da Polícia Militar até pouco tempo atrás. Ainda não deu tempo ou condições de adquirir algo, agora que me tornei deputado, então não tenho nada. Se Deus quiser, daqui há quatro anos terei algo em meu nome”, disse o parlamentar.

Em menos de um ano, o ex-soldado Platiny Soares migrou de líder de movimento grevista dos policias militares, que exigiu mudanças na estrutura da PM, para o deputado mais jovem eleito na história da ALE-AM.

Platiny, antes de comandar uma das maiores paralisações já registradas da Polícia Militar havia sido expulso da corporação em 2012, permanecendo fora por cerca de um ano.

Neste meio tempo, fundou a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) que o conduziu ao posto de líder do movimento, segundo ele “reivindicatório”, e não “grevista”, como ficou conhecido.




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