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Na ausência das 'corujinhas', condutores abusam da alta velocidade e assustam pedestres

Desativação dos aparelhos de fiscalização eletrônica, que já dura mais de três meses, vem causando insegurança entre pedestres e motoristas. Licitação segue suspensa pelo TCE-AM 09/06/2015 às 09:30
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Velocidade dos veículos vem aumentando na medida em que motoristas percebem que ‘corujinhas’ foram retirados e fiscalização não cobre todos os trechos
oswaldo neto Manaus (AM)

A indefinição sobre o futuro dos radares eletrônicos completou exatos três meses ontem e, nesse período, a onda de insegurança entre pedestres e motoristas aumentou, assim como a velocidade usada por muitos nas ruas da capital. Enquanto o perigo evolui, a nova licitação envolvendo a contratação de uma empresa operadora dos aparelhos continua suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e sem previsão para julgamento.

Nos pontos onde estavam instalados os radares fixos, sobraram apenas estruturas metálicas e placas de fiscalização eletrônica, que não existe mais. A situação foi constatada pela reportagem em vias como nas avenida Max Teixeira e das Torres e na rodovia AM450, antiga estrada do Turismo. Esses três locais são caracterizados por serem vias de grande fluxo, mas alguns motoristas vêm se aproveitando da falta de controle e pisando no acelerador. “Têm vários que estão sabendo (sobre a falta de fiscalização) e não querem saber de frear perto da faixa”, disse a vendedora Jocilda Gomes Ribeiro, 31.

A situação é semelhante na avenida Max Teixeira, porém com um agravante: a poucos metros do local que antes existia um radar há uma faixa de pedestres com grande concentração de estudantes que saem do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Marcantônio Vilaça II.

Experiente no trânsito da Zona Norte, a instrutora Romilda dos Santos afirma que busca repassar o “antigo” sistema aos seus alunos. “Tento mostrar pra eles que não é preciso correr e controlo isso, até porque carro de auto-escola não pode passar dos 50 km/h. Se quem aprende já quer acelerar, imagine quem já tem carteira. É um perigo mesmo”, afirma.

Sem previsão

Assim como foi divulgado no mês passado, o TCE informou que o julgamento do mérito envolvendo a abertura de uma nova licitação da Prefeitura continua sem data para ocorrer. Os aparelhos foram desativados no dia 8 de março.

A licitação foi suspensa, segundo o conselheiro-relator do processo, Ari Moutinho Júnior, a partir da representação da empresa Splice Indústria, Comércio e Serviços Ltda., que alegou ilegalidades e restrição ao caráter competitivo no pregão.

Conscientização

A Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas iniciariam, ontem, uma campanha de prevenção aos acidentes de trânsito envolvendo velocidade excessiva e/ou inadequada. A “Campanha de Combate á Velocidade” tem por objetivo principal reduzir o número de vítimas fatais no trânsito de Manaus, que registrou no ano passado 251 casos, cinco casos a menos do que em 2013.

A programação de lançamento da campanha será toda reformulada, mas inicialmente previa uma blitz de trânsito na avenida Torquato Tapajós, próximo ao Clube Municipal, e as atividades seguirão até o dia 25 de junho com programação educativas para pedestres e curso de pilotagem defensiva para mototaxistas.

Plausível

Os radares fixos, também conhecidos como corujinhas, foram retirados de 36 pontos da capital. Durante a passagem pelas três vias, A CRÍTICA constatou a ocorrência de duas colisões entre veículos possivelmente causadas por excesso de velocidade: uma na avenida Max Teixeira e outra na rodovia AM-450.


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