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Manaus
segurança pública

Na dúvida, PM trata toda suspeita de bomba como perigo pontencial para evitar o pior

Secretário de Segurança diz que o grupo Marte segue protocolos internacionais no desmantelamento dos supostos artefatos explosivos, o que tem dominado o noticiário em Manaus nos últimos dias 14/07/2016 às 15:06 - Atualizado em 14/07/2016 às 15:13
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Em uma das ocorrências, na av. Djalma Batista, a via foi interditada e causou congestionamento no trânsito nas adjacências (Foto: Clovis Miranda)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Um carro abandonado em um local proibido pode conter explosivos; malas de viagem e caixas e pacotes abandonados também podem também outras substâncias perigosas. Se alguém encontrar algo assim, nessas circunstâncias, a orientação é para imediatamente entrar em contato com a polícia.

Avisos semelhantes estão sendo mostrados amplamente na Internet, por meio das redes sociais e pode estar mudando o comportamento da sociedade para agir com maior cautela, assim como os noticiários de atentados terroristas que vem acontecendo em outros países, de acordo com o subcomandante da Polícia Militar, coronel Euler Cordeiro.

Nos últimos 16 dias, o grupo de Manuseio de Artefatos Explosivos (Marte) da Polícia Militar foi acionado cinco vezes para desmontar pacotes, bolsa e mochila que foram consideradas como suspeitas de conter material explosivo. De acordo com o secretário de segurança pública, Sérgio Fontes, em quatro delas não havia explosivo.

Apenas o material encontrado na paróquia de São Pedro, bairro de Petrópolis, Zona Sul, havia uma pequena quantidade de pólvora preta, e a polícia trabalha com a hipótese de resquícios de festa Junina, sem poder de causar grandes danos. O pacote encontrado por um lavador de carros na rua Lobo Dálmata, no Centro, eram alguns toneres de impressora.

No objeto suspeito do bairro Santo Antônio, eram papelões e peças de pano; na mala da passarela de Flores, continha peças de roupas usadas de uma moradora de roupa que deixou escondida no local para proteger os seus pertences da chuva, assim como na mochila encontrada no portão da garagem da Justiça Militar, no bairro de São Jorge, Zona Oeste.

De acordo com Sérgio Fontes, nos cinco casos foi uma série de engano motivado por essa realidade que existe hoje. O fato de alguém ver uma mala abandonada e ligar para polícia demonstra preocupação e a polícia tem que atender e acionar o Marte, que vem e desarma o objeto com canhão de água. Depois recolhe os restos para análises. “ Em nenhum dos casos houve indicativo de trotes e bombas”, disse Fontes.

Procedimentos são realizados por questão de segurança

Sérgio Fontes informou que as denúncias chegam à polícia por meio do 190 ou do patrulhamento da área. Se o material estiver abandonado e for suspeito, é feita a interdição do local e o desmantelamento tem que ser realizado, porque pode ser ou não, e ser for, é grave.

São protocolos internacionais que precisam ser cumpridos e adotados por questão de segurança da sociedade. O grupo Marte está preparado para entrar em ação e desativar qualquer artefato explosivo.

“Pode haver gastos, de horas por policiais, contratempo e combustível, mas se for uma substância explosiva cada centavo vai valer à pena”, disse. Fontes recordou a explosão acidental no laboratório da Polícia Federal em 2009, quando ele, o superintendente que provocou a morte dos peritos Max Neves, Maurício Barreto Antonio Carlos Oliveira manuseavam um artefato usado para matar peixes.

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