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Na Zona Sul de Manaus, crianças e adolescentes brincam na água em meio ao lixo

Jovens jogam-se da ponte Gilberto Mestrinho para um mergulho em meio às águas poluídas do igarapé do Quarenta 02/06/2015 às 12:23
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Crianças e adolescentes não se preocupam com o risco de contrair doenças como Hepatite A e outros males
luana carvalho Manaus (AM)

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Todas as tardes, pelo menos 10 crianças que moram no entorno do ‘Igarapé do 40’ se reúnem para brincarem nas águas sujas que cortam a cidade. O local foi batizado por eles de ‘Aquático 2’. “Essa é a nossa diversão. É melhor que a Ponta Negra, onde a gente não pode ultrapassar o limite”, contou o estudante Fernando Ferreira, 12.

Sem preocupação em contrair doenças como Hepatite A, infecções bacterianas  ou doenças de pele, eles disputam o ‘melhor salto’, correndo o risco de se machucarem durante a ‘queda’.

“Brinco aqui desde criança e nunca fiquei doente. Às vezes me dá uma coceira aqui, outra ali, mas depois passa. Também já peguei um jacaré aqui”, disse o mais velho da turma, Leandro Berter, de 17 anos.

O alto nível de poluição do igarapé é facilmente notado. Além de material fecal, há uma grande quantidade de garrafas PETs e outros dejetos. “A minha mãe sempre briga comigo, mas essa aqui é a nossa única diversão. É muito legal pular lá de cima da ponte, dá uma sensação boa”, complementou Fernando.

Os garotos tem entre 9 e 17 anos. Eles deglutem água contaminada sem se  importarem com os riscos. Nem o movimento de pessoas que se forma para observá-los saltando da ponte os intimida. Motoristas e pedestres que passam pela ponte Gilberto Mestrinho ficam impressionados. “É quase inacreditável que essa seja a brincadeira preferida deles”, disse, espantado, o pedreiro Joziel Sarmento.  


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