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‘Não excluí os homoafetivos’, afirma vereadora pastora Luciana após críticas negativas a projeto

Veradora se diz injustiçada e discriminada. Segundo ela, os homossexuais também se incluem no conceito de família 17/09/2015 às 11:40
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Vereadora Pastora Luciana usou a tribuna da Câmara Municipal para esclarecer sua proposta de casamento coletivo
Natália Caplan ---

Após a repercussão negativa na imprensa e nas redes sociais sobre o projeto que pretende criar o dia de incentivo ao “casamento comunitário coletivo” no Calendário Oficial de Datas do Município, sem a inclusão de casais homoafetivos, a vereadora Pastora Luciana (PP) voltou à tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para rebater a informação. Visivelmente irritada, ela declarou ter sido alvo de “discriminação”.

De acordo com o Projeto de Lei nº 279/2015, a data escolhida para a realização do “Dia do casamento coletivo” é 7 de dezembro. Se aprovada, a proposta assegura que a habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas para as pessoas cuja pobreza seja declarada.

“O que me parece é uma discriminação com a minha pessoa. Estão falando: ‘vereadora quer excluir casais homoafetivos’. Se fosse por isso, eu não teria no meu gabinete um assessor homossexual. Em nenhum momento eu excluí os homoafetivos. Meu projeto diz que ‘fica instituído o dia 7 de dezembro como dia de incentivo á inclusão do casamento comunitário coletivo’”, disse.

Entretanto, em entrevista ao jornal A CRÍTICA, no dia anterior, a parlamentar informou que a ação iria beneficiar somente o público cristão. Na justificativa, inclusive, afirma que o Projeto de Lei tem como objetivo promover a proteção da família. Luciana defende, ainda, que “a base da sociedade não se sustenta apenas pelo senso comum, mas também é institucionalmente reconhecida, como se vê no artigo 226 da Constituição Federal”.

“Em nenhum momento eu estou excluindo os casais homoafetivos. Eu me senti injustiçada. Eu só quis agregar com um projeto da Prefeitura de Manaus de casamento coletivo. Só é um dia de incentivar as famílias. E quando eu falo família, os homossexuais também se incluem. Queria deixar muito claro a discriminação que estão fazendo comigo. Será porque eu sou pastora ou será porque sou mulher?’, esbravejou.

Agenda lotada

Além da proposta polêmica, outros 19 projetos ainda não foram deliberados em plenário na CMM. A pauta de terça-feira foi adiada para o dia seguinte. Porém, ontem, a agenda também não teve espaço para a ordem do dia.

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