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Não houve adesão à greve dos médicos, avalia Semsa

Dos mais de 1,1 mil médicos que trabalham na Secretaria Municipal de Saúde, apenas dez não foram trabalhar nesta segunda-feira (21), data marcada para começar a greve da categoria, imposta pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas 21/10/2013 às 20:00
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Greve dos médicos, que há alguns meses contava com total apoio, não teve muita adesão desta vez
acritica.com* Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) não caracterizou como movimento grevista a paralisação anunciada pelos médicos nesta segunda-feira (21).

Dos 1.143 médicos que trabalham na Semsa (900 do Município e 243 do Estado), apenas dez não compareceram ao local de trabalho.

“Nossas unidades de Saúde funcionaram normalmente, não houve interrupção. Todo o atendimento foi prestado à população, tudo dentro da normalidade”, avaliou a secretária municipal de Saúde em exercício, Lubélia de Sá Freire. 

Na última sexta-feira (18), a desembargadora Encarnação das Graças Sampaio Salgado, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJA), acatou a liminar de Ação Civil Pública Inibitória proposta pela Prefeitura de Manaus e decidiu suspender a greve dos médicos.

Em seu despacho, ela determinou que os atendimentos nas unidades de saúde fossem retomados, sob pena de pagamento diário de multa no valor de R$ 50 mil por descumprimento da ordem judicial, a ser paga pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) e pelos médicos que tenham aderido ao movimento grevista.

Greve

O Simeam divulgou à imprensa o início da greve segmentada, no âmbito municipal, durante reunião no Plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas na manhã da sexta-feira (18). 

De acordo com o Presidente do Sindicato, Mário Viana, a greve dos médicos deveria seguir por tempo indeterminado.

Ainda segundo Viana, todas as tentativas de negociação com os gestores do município foram ignoradas. "Deste a última greve em 2012 estamos tentando, através do diálogo, obter respostas pontuais das pautas de reivindicações e até agora nada foi resolvido", havia dito na ocasião.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações da categoria estão melhoria das condições de trabalho, a regularização dos médicos concursados que trabalham 40 horas para cumprimento de 20 horas, de acordo com o edital do concurso, revisão do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), indicação de representantes do município para integrar a comissão de estudo do piso nacional, melhores condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde.

*Com informações do Departamento de Comunicação da Semsa 

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