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‘Não queria matar meu pai’, afirma soldado da PM suspeito de também ter matado vizinho

Em entrevista ao A CRÍTICA, militar disse estar arrependido e que chegou a chorar dizendo que não queria ter matado o pai e nem o vizinho com quem já tinha uma “rixa” 09/08/2015 às 21:04
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De acordo com o PM William Mendes, seu pai passou a agredi-lo verbalmente falando coisas que o magoaram muito.
Joana Queiroz Manaus

O soldado da Polícia Militar William Mendes, 30, acusado de ter assassinado o pai Antenor Tavares Mendes, 61, e o vizinho Sérgio Silva Mendes Ferreira da Silva, na semana passada, apresentou-se no sábado, acompanhado por um advogado, no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e também ao Comando Geral da Polícia Militar.

Em entrevista ao A CRÍTICA, o militar disse que está arrependido e por várias vezes chegou a chorar dizendo que não queria ter matado o pai e nem o vizinho com quem já tinha uma “rixa”, motivada pelas brigas do pai.

“Eu não queria matar o meu pai e nem o Sérgio. A minha mãe e as pessoas que me conhecem sabem disso”, lamentou o PM. O soldado repetiu isso várias vezes, durante a entrevista. Algumas vezes chorando e com as mãos na cabeça. Era ele a quem a irmã sempre chamava para apaziguar as brigas e ameaças de morte que o pai fazia a mãe dele.

Pai queria matar a mãe

William contou que no dia do crime estava de folga e passou o dia na casa da mãe. No inicio da noite foi para casa, e quando tinha acabado de chegar a irmã ligou pedindo que ele voltasse porque o pai estava armado com um terçado querendo matar a mãe deles. O soldado disse que retornou para a casa da mãe e encontrou a mesma escondida no fundo do quintal da casa.

“Fui pra casa do meu pai e o encontrei sentado na cama com um copo de cerveja na mão. Perguntei que negócio era esse, o senhor só espera eu sair para querer matar a minha mãe? Ele não brigava com ela quando eu estava por perto”, revelou o soldado. O pai teria respondido “eu vou matar aquela vagabunda e o macho dela. De acordo com o soldado, o pai acusava a mãe de ter um relacionamento amoroso com o genro.

William contou que nesse momento a irmã dele chegou e os dois começaram a discutir. O pai passou a falar alto e tentou pegar a filha. William disse que o segurou pelo braço para que ele não a agredisse.

“Ele ficou com raiva e se virou contra mim. Começamos discutir, porque eu falei que dá próxima vez que ele encostasse a mão na minha mãe eu ia dar um tiro nele”, revelou o policial.

Motivos

De acordo com o PM William Mendes, seu pai passou a agredi-lo verbalmente falando coisas que o magoaram muito. “Foi nesse momento que eu dei um tiro na perna dele. Ele caiu em cima de mim travamos luta corporal, ele tentou tomar a arma de mim e foi quando aconteceu o segundo tiro acidental e pegou na perna esquerda. A minha irmã ficou desesperada e chamou a ambulância para levar o meu pai. Eu sai pra rua e fui em direção ao meu carro, foi quando eu encontrei o Sérgio (vizinho) e atirei contra ele também” disse.

Sangue quente

William disse que estava de sangue quente que atirou no vizinho apenas para causar lesões, mas acabou acertando os pontos vitais dele. O soldado revelou que há um ano e meio Sérgio agrediu seu pai durante uma discussão.

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