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ELEIÇÕES

"Não vou apoiar nem o criador, nem a criatura", diz governador David Almeida

Governador afirmou que seu grupo político já decidiu pela candidatura de Amazonino Mendes, mas que se recusa a apoiá-lo e que sonha em ser o candidato 14/06/2017 às 16:27
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David Almeida lamentou a posição do partido, mas disse que seguirá suas convicções (Foto: Antônio Lima)
Janaína Andrade Manaus (AM)

"Não vou apoiar nem o criador, nem a criatura". A afirmação é do governador David Almeida (PSD), em  relação às eleições suplementares para o Governo do Estado, marcada para agosto deste ano.

A frase foi dita por David quando ele explicava sua vontade de ser o candidato do seu grupo político, mas deixou claro ter sido preterido por Amazonino Mendes (PDT).  " Não vão me dar o partido para disputar. Não enganem-se. Que eu quero, quero. Vão enrolar até sexta, mas o candidato é o Amazonino", disse ele, acrescentando que chegou a receber um convite para compor a chapa.

" Ontem recebi um convite ridículo de renunciar e ser o vice do Amazonino. Eu dei foi risada. O resto até sexta vocês terão muitos desdobramentos. Mas não vou fazer inimigos na política", despistou o governador, durante coletiva em que anunciou economia de R$ 315 milhões em contratos do Estado.

Neste contexto, David foi taxativo ao afirmar que não apoiaria sob hipótese alguma Amazonino Mendes, mas não falou nada sobre Eduardo Braga, com quem chegou a ter conversas nos últimos dias.  Nos bastidores a informação é de que David condicionou seu apoio a indicação do vice na chapa encabeçada por Eduardo.

Aliados do governador afirmam que o nome indicado será o de Abdala Fraxe, do PTN, que assumiu a presidência da ALE-AM após David assumir o governo.

Desde que assumiu o governo interinamente com a cassação de José Melo (Pros) e Henrique Oliveira (SD) pelo TSE, David Almeida, que antes ocupava o posto de presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), tentava encontrar brechas para viabilizar sua candidatura, mas encontrou a resistência do presidente de seu partido e até então aliado político - Omar.

Mesmo no atual cenário, ele mantém as esperanças de ser o candidato do PSD, apesar de reconhecer suas chances pequenas. " Quem não tem vontade de ser governador? Quem de vocês no meu lugar, presidente da ALE, que conseguiu com algumas ações chegar a essa condição, sendo o segundo colocado em todas as pesquisas, com gente querendo compor?  Mas o partido não está sob o meu comando. Não vou brigar com o Omar, mas tomei uma posição. Não tenho marqueteiro, não tenho cientista político, o que tenho é convicção em Deus. Se encontrarem em mim condições necessárias, eu aceito ser candidato", disse, em tom de desabafo.

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