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Manaus
Transporte coletivo

Negociações entre Sinetram e Sindicato dos Rodoviários se arrastam

A discussão sobre o aumento dos salários dos rodoviários terá nova rodada de negociação no prazo de dez dias 06/05/2016 às 07:15
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Rodoviários querem um aumento de 20%, que é negado pelo Sinetram. Resultado: todo dia eles paralisam uma empresa / Foto: Winnetou Almeida/ Arquivo AC
Kelly Melo Manaus (AM)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) têm mais uma semana para entrarem em um acordo e decidirem sobre o dissídio coletivo da categoria, previsto para este mês.

Na última quinta-feira (5), representantes das duas entidades, da Prefeitura de Manaus e do Ministério Público do Trabalho (MPT) participaram de uma reunião com a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho, que ressaltou a importância do diálogo entre os sindicatos.

“Ano passado os sindicatos conseguiram entrar em acordo em várias cláusulas do Dissídio Coletivo. E, neste ano, que é especialmente difícil para todos, é mais importante ainda a conciliação e a conversa”, destacou a desembargadora.

Na reunião, a desembargadora marcou a audiência de conciliação entre os sindicatos para a próxima sexta-feira (13), às 10h, na sede do TRT, na Praça 14, na Zona Sul.

Aberto à negociação

O secretário geral do Sindicato dos Rodoviários, Elson Campos, informou que a categoria está aberta a negociação e espera que até a próxima semana um acordo seja firmado. “Nós estamos pedindo 20% de aumento, mas isso é negociável e queremos conversar com o Sinetram. O problema é que todas as vezes que procuramos, eles não nos responderam”, afirmou.

Enquanto os sindicatos não entram em consenso sobre o pedido de aumento salarial, os rodoviários vêm realizando paralisações nos terminais de ônibus, para forçar uma conversa com o Sinetram.

Além do aumento, o Sindicato dos Rodoviários também reivindica ticket de alimentação no valor de R$ 15 reais, vale lanche de R$ 9 reais, e cesta básica no valor de R$252,72, tudo na pauta em negociação.

Ações no TRT

No dia 30 de abril, os rodoviários entraram como uma ação de dissídio coletivo no TRT. Na mesma semana, o Sinetram também entrou com uma ação para coibir ameaças de paralisação por parte da categoria.

O processo foi submetido a plantão judiciário e o juiz Adilson Maciel Dantas proferiu decisão liminar determinando, em caso de greve, a obrigatoriedade de manter 70% da frota de ônibus em circulação nos horários das 5h às 9h e das 16h às 20h, considerados de pico, e 30% nos demais horários.

Procuradoria  recorre hoje ao STJ

A Procuradoria Geral  do Município (PGM)   deve entrar, nesta sexta-feira (6),  com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que na última quarta-feira,  suspendeu a liminar que impedia o reajuste na tarifa do transporte coletivo, em Manaus, conforme pede o Sinetram.

De acordo com o Procurador Geral do Município, Marcos Cavalcanti, a decisão do STJ  suspendeu uma decisão da presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), sob o argumento de que a competência da derrubada da liminar seria do STJ. “Não discutido o mérito da ação e isso nos remete a um novo pedido de suspensão, agora para o Superior Tribunal de Justiça e vamos apresentar os mesmo argumentos que apresentamos aqui”, explicou Cavalcanti.

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