Publicidade
Manaus
Competitividade

Negócios sem crise para alguns empresários da cidade de Manaus

A capital amazonense cresceu em pesquisa de potencial de mercado e empresários contam o porquê decidiram investir na crise 01/10/2016 às 16:39
Show l ciia
Lícia Assen apostou numa franquia de calçados e acessórios no shopping e conta que todo o investimento saiu mais barato do que seria em outro momento (Foto: Divulgação)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Quando há crise, a economia se retrai, as pessoas gastam menos e os empreendedores precisam usar a criatividade para, no mínimo, tentar manter o mesmo ritmo de vendas, mas talvez valha muito a pena iniciar um negócio agora. 

O Ranking de Competitividade dos Estados 2016 mostra que o Amazonas cresceu 5% em potencial de mercado entre as 27 capitais brasileiras e se encontra em 20° lugar, apesar da forte desaceleração econômica que causou impacto na classificação dos estados. O estudo é realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Group, que mede  a taxa de crescimento, o tamanho do mercado das cidades e o crescimento potencial da força de trabalho. O ranking também mediu a solidez fiscal das capitais.

Para o consultor da Tendências, Fábio Klein, os resultados obtidos em relação ao Amazonas são devidos ao crescimento potencial da força de trabalho. “Quaisquer circunstâncias, um negócio em fase inicial terá dificuldades para crescer rápido, pois tudo é novo, os clientes ainda não existem, a marca é desconhecida, a equipe encontra-se em formação”, conta Klein.

É o caso de Lícia Assen, 40, jornalista e empresária que inaugurou a franquia City Shoes, no último dia 20, no Manauara Shopping, investindo em produtos como calçados, bolsas e acessórios femininos. Ela conta que entrar em franquia neste período de crise econômica do Brasil foi mais fácil pelos custos do empreedimentos estarem mais baixos.

“A locação ficou mais barata, tive flexibilidade nos pedidos, conseguimos desconto para os clientes e com o dinheiro que nós tínhamos deu para investir. Então a crise econômica veio para nos ajudar e o negócio está suprindo a cada dia as nossas expectativas”, destaca Lícia, que conta com o apoio do marido.

Para fidelizar os clientes e superar o faturamento, Lícia conta que a loja está com promoções, descontos, parcelamentos e atendimento diferenciado. “Nós queremos resgatar a marca em Manaus e oferecer o melhor aos clientes”, enfatiza.


A crise que impulsiona

Keise Sampaio encontrou inspiração para montar o negócio próprio através da crise financeira. Ela criou a ‘Montando Festas’ que organiza todo tipo de festas. A empresária começou a carreira como estudante de Marketing. Aprovada em concurso, trabalhou como funcionária pública, mas sabendo que o seu contrato ia acabar ela aproveitou toda a renda de rescisão, férias e 13° salário para investir no empreendimento. 
“A nossa missão é surpreender positivamente nossos clientes e  hoje estou satisfeita com meu empreendimento baseado no respeito”, enfatiza.

Empreendendo na crise com diferencial na cidade

Com a ideia de complementar a renda, Leandro Moreira, 37, decidiu montar sua loja itinerante, a Fera Sports, que vende numa mini-van artigos esportivos do triatlo, como óculos, cadarço e touca. Mesmo sendo engenheiro civil numa construtora, Leandro conta que a renda estava sendo insuficiente para suas despesas.
 
“Eu tenho uma construtora, porém não estava sendo suficiente para meus rendimentos (sic), então decidi montar a loja que vem em parceria com o gosto que tenho pelo triatlo. Então com um dinheiro que tinha guardado eu montei a loja”, afirma Leandro.
 
Leandro destaca que seus diferenciais são alguns materiais da natação, corrida e ciclismo que são de difíceis de encontrar na cidade e sua loja vem suprir esta necessidade. “Eu tenho o gel de carboidrato para atleta que é de boa qualidade, além cadarço elástico e o cinto porta números que eu compro diretamente com os distribuidores”, destaca.

Segmento de alimentação ‘sem crise’

Desde os 18 anos, Carlos Cavalcante tem o desejo ter o próprio restaurante. Em agosto deste ano ele pode realizar o projeto ao inaugurar o bar e restaurante Hi-Lo gastromusicbar, localizado na rua João Valério, Vieiralves. O nome origina da expressão inglesa “High e Low” (alto e baixo em português). Fazendo jus ao nome, o bar trouxe uma nova proposta de servir comidas e drinks em copos e vasos super diferentes, com uma decoração bastante atrativa. A alimentação foi um segmento que o empresário sempre se identificou e sentiu o desejo de seguir. Para ele foi complicado empreender na crise, mas estabeleceu metas para si e fez tudo nos prazos.
 
“Eu encarei o desafio de empreender na crise, pois eu acredito que a alimentação é um segmento que não tem crise. As pessoas saem à noite para comer fora de casa, às vezes beber uns drinks e até mesmo escutar um som bom. Então pensei: que tal juntar os três?”, enfatiza Carlos.
 
O empresário conta que está otimista com o negócio devido a grande movimentação no Hi-Lo e aposta num serviço inovador ao servir os pratos. “Acredito que está sendo um sucesso, pois estou com ótimos profissionais e o espaço está cada vez mais frequentado. A fidelidade vem naturalmente, aposto num preço bom e na qualidade dos alimentos e bebidas com proposta de apresentação dos pratos”, destaca.

Por quê empreender na crise?

 1. Empresas nascidas na crise tendem a ser mais eficientes
Existem exemplos de várias empresas que se destacam.

2. Facilidade em Contratações
Disponibilidade de várias pessoas talentosas aumentam.

3. Custos e despesas tendem a cair
Os pontos ficam mais baratos por exemplo.

 4. Financiamentos
Investimentos alternativos.

Fonte: Economista Joseph Schumpeter (Pequenas empresas e grandes negócios).

Publicidade
Publicidade