Sábado, 17 de Agosto de 2019
TRANSFERÊNCIA

Nejmi vai para o CDPF e irmãos de Omar Aziz para CDPM 2

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos passaram por exame de corpo de delito na sede da Polícia Federal do Amazonas. Eles devem ser conduzidos ainda hoje para as penitenciárias



nejmi_e_irm_os_ADA74CB3-4BB4-4E94-A9F9-3F0F171E5087.JPG Foto: Reprodução A Crítica
19/07/2019 às 12:43

A ex-primeira-dama do Amazonas, Nejmi Aziz, presa temporariamente nesta sexta-feira (19), durante a Operação Vertex, será transferida para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), localizado no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus - Boa Vista). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap).

Ainda conforme a Seap, os irmãos do senador que também foram presos, que são Amin, Murad e Mansour Aziz, serão encaminhados para o Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM 2), também localizado na BR-174. O órgão, até o momento, não informou se os envolvidos ficarão em celas especiais nas unidades de detenção.

Segundo a Polícia Federal, os presos passaram por exame de corpo de delito na sede da Superintendência da PF, localizada no bairro Dom Pedro, na Zona Oeste de Manaus. Eles devem ser conduzidos ainda hoje para as penitenciárias. 

Omar envolvido

O senador Omar Aziz é um dos alvos da operação Vertex, deflagrada na manhã de hoje pela Polícia Federal. O político não foi preso com os integrantes da sua famílias, mas está proibido de ter contato e de deixar o País.

A assessoria de imprensa do senador foi contatada e informou que Omar ainda não teve acesso aos autos do processo. Ele aguarda o seu advogado ter acesso para poder se manifestar sobre o caso. 

Investigações

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que os investigados e alvos de mandados de prisão recebiam como vantagens indevidas dinheiro em espécie frutos de contratos de aluguel simulados, funcionando como 'interpostos' para dissimular a origem do dinheiro.

Os imóveis alugados sequer eram ocupados mas os valores eram recebidos, o que, segundo o delegado, seria uma forma de ocultar a entrega de dinheiro por meios de contratos 'de fachada'. Além disso, segundo Alexandre Teixeira, há indícios de superfaturamentos em vendas de terrenos e nota fiscais de serviços que sequer foram prestados, porém foram pagos. 

O delegado federal Alexandre Teixeira destacou que o Instituto Novos Caminhos assumiu a gestão de unidades de saúde do Estado quando Omar Aziz era governador e José Melo, preso em outro desdobramento da Maus Caminhos, a operação Custo Político, era vice. No entanto, Teixeira foi cauteloso ao ser questionado se Omar comandava as ações do grupo. "Estamos na fase de investigação, não queremos imputar este comando", esquivou-se.

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Repórter de A Crítica

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