Terça-feira, 18 de Junho de 2019
BIOMETRIA

No Amazonas, 300 mil eleitores ainda precisam fazer o cadastro biométrico

Humaitá, Manicoré e Borba são as cidades mais atrasadas no processo, com menos de 30% do eleitorado cadastrado



biometria-eleicoes_1AA3A469-106C-428F-ACB3-5B077FBB5A5B.jpg Foto: Reprodução/Internet
02/05/2019 às 07:00

Eleitores de 1.650 municípios de 15 estados brasileiros deverão cadastrar suas digitais na Justiça Eleitoral até o fim de 2020. A meta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é cadastrar 35 milhões de pessoas nesse biênio. No Amazonas, 2,1 milhões dos 2,4 milhões de eleitores já estão cadastrados, o que representa um total de 86,17%. Manaus está entre as 21 capitais que finalizaram a coleta biométrica. 

O Provimento nº 3/2019 da Corregedoria-Geral Eleitoral (CGE) abrange municípios do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. A norma estabelece o prazo-limite, a ser obedecido pelos TREs, para o início das revisões de eleitorado, quando é feita a coleta da biometria. As informações reunidas são armazenadas em um banco de dados da Justiça Eleitoral.

Dos 62 municípios amazonenses, 11 estão com menos de 50% dos eleitores cadastrados no sistema biométrico. Humaitá, Manicoré e Borba são as cidades mais atrasadas no processo, com 17,9%, 24,8% e 27,6%, respectivamente. Enquanto isso, Autazes; Careiro; Careiro da Várzea; Iranduba; Itacoatiara; Manacapuru; Manaus; Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva já estão no processo de revisão, o que significa que estão com quase 100% dos cadastros biométricos realizados.

No momento da votação, o leitor biométrico vinculado à urna eletrônica confirma a identidade de cada cidadão por meio de impressões digitais, que são únicas em cada indivíduo. Dessa forma, a biometria confere mais segurança ao pleito, tornando praticamente inviáveis as fraudes na identificação do votante.

O emprego dessa tecnologia também possibilita evitar casos de duplicidade ou multiplicidade de inscrições no Cadastro Nacional de Eleitores, mediante a utilização do sistema AFIS (Automated Fingerprint Identification System). Para garantir que o registro de cada cidadão seja único, o AFIS faz o batimento eletrônico das dez impressões digitais de cada eleitor cadastrado com as digitais de todos os eleitores registrados na Justiça Eleitoral. O sistema tem capacidade para comparar até 160 mil impressões digitais por dia, mas pode ser ampliada, se necessário, conforme o TSE.

Panorama atual

Mais de 92 milhões de cidadãos fizeram o cadastramento dos dados biométricos até o momento, ou seja, 62,31% dos cerca de 148 milhões de eleitores que compõem o cadastro nacional.

Além do Distrito Federal, nove estados já concluíram o cadastramento dos seus eleitores: Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Entre as capitais, 21 já finalizaram a coleta biométrica: Aracaju (SE), Brasília (DF), Belém (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

O Tribunal Superior Eleitoral espera que 117 milhões de eleitores estejam cadastrados biometricamente para as Eleições Municipais de 2020, e que a coleta das digitais em todo o país seja concluída até 2022.

O cadastramento biométrico por município e por unidade da Federação pode ser acompanhado pelo Portal do TSE neste link.

Repórter de A Crítica

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