Publicidade
Manaus
Manaus

No Centro, moradores do Prosamim ateiam fogo em objetos para protestar contra tarifa d'água

Cerca de 200 pessoas que vivem no Parque Residencial Manaus bloquearam a avenida Ramos Ferreira, uma das principais vias da área central de Manaus, contra a "Tarifa Social", que segundo eles cobra valores abusivos. Eles prometem mais manifestações em horário de pico 03/09/2015 às 22:39
Show 1
Protesto dos moradores do Prosamim bloqueou fluxo do trânsito na avenida Ramos Ferreira, no Centro
kamyla gomes Manaus (AM)

CONFIRA IMAGENS

Aproximadamente 200 moradores do Parque Residencial Manaus, dentro do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) localizado na avenida Ramos Ferreira, no Centro de Manaus, estão reunidos desde às 18h desta quinta-feira (3) para protestar pela ação "Tarifa Social", que chegou às residência com preços supostamente abusivos, e pelo corte no fornecimento de água, realizado nesta quarta-feira (2).

Para chamar atenção da população, os moradores do Parque Residencial Manaus atearam fogo em pneus, lixo, madeira e resto de móveis, bloqueando o fluxo de veículos na avenida Ramos Ferreira, já próximo da avenida Joaquim Nabuco.

Um dos habitantes do conjunto habitacional, o motorista Alex Rodrigues, de 29 anos, informou que, se nada for resolvido, haverá manifestação todos os dias no mesmo local e no mesmo horário de pico. 

"É um absurdo tudo isso. Essa ação já ocorre há anos. Temos taxas de esgoto de 100% em cima da tarifa de água, sendo que aqui não tem tratamento de esgoto", reclama.

O líder comunitário Odenis Reis, de 52 anos, relatou o que os moradores vêm sofrendo com a situação: “De repente veio valores absurdos, de R$ 200 a R$1,800 reais, e nós não temos condições de pagar essa taxa. Além disso, eles não chamam os moradores para uma negociação, para uma taxa fixa ou para tirar o valor de esgoto. É muito alto e um verdadeiro absurdo”.

Indignada, a dona de casa Eliana Barroncas, de 59, concordou e reclamou o quanto foi ruim esses dias sem um pingo de água nas torneiras. “As vezes, a água vem suja e, num calor desses, é horrível ficar nessa situação. Estamos esquecidos”, desabafou.

Policiais militares e agentes do  Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) estiveram no local e, por volta de 19h40, o fogo já estava controlado pelo Corpo de Bombeiros.

Resposta

Em nota, a Manaus Ambiental informou que todos os procedimentos comerciais foram realizados seguindo a Lei Federal de 2007. A suspensão negociada foi o que aconteceu hoje no Prosamim, disse o órgão, que ressaltou que analisa os clientes inadimplentes antes de iniciar o procedimento, que primeiramente consiste no envio de um aviso de suspensão de abastecimento com prazo de 30 dias para a regularização.

A concessionária aguarda o vencimento de duas contas (no caso do Prosamim, todos tinham contas vencidas além do prazo, segundo a Manaus Ambiental). Depois do prazo de 30 dias, a concessionária envia uma equipe para renegociar. Caso o cliente não renegocie sua dívida, a empresa ainda aguarda de 2 a 3 dias para realizar uma nova negociação.

Ainda em nota, por não haver resultado nesta negociação, o órgão informou que é realizada a suspensão do abastecimento de água. A concessionária reitera que a tarifa social é um benefício para todos os clientes de baixa renda.


Publicidade
Publicidade