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No Dia de São Geraldo, pároco destaca papel da igreja com migrantes haitianos em Manaus

Para o pároco Valdecir Mayer Molinari, a igreja vem cumprindo seu carisma que é de trabalhar com os migrantes, inspirada no criador da congregação 16/10/2014 às 14:34
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A paróquia foi instituída em 1971 e integra a congregação dos redentoristas em Manaus, informou o padre Valdecir
Jornal A Crítica ---

No dia de São Geraldo, comemorado hoje, a igreja de Manaus chama a atenção pela acolhida que vem dando desde o ano de 2010 aos haitianos refugiados após o terremoto que destruiu aquele país. Para o pároco Valdecir Mayer Molinari, a igreja vem cumprindo seu carisma que é de trabalhar com os migrantes, inspirada no criador da congregação São Carlos Scalabrini, contando apenas com a ajuda de comunitários e empresários.

O padre Valdecir explicou que em 2009 a congregação foi convidada a aceitar uma paróquia em Manaus e dessa forma exercitar o papel de ser uma igreja missionária, como foi proposto pelo missionário João Batista Scalabrinos, idealizador da congregação scalabrina. A partir de agosto de 2010, o trabalho deles foi direcionado aos haitianos devido ao volume de pessoas que chegou à cidade. Daquele ano até agora, pelos cálculos estimados, mais de 8,8 mil haitianos passaram pela assistência da igreja. Pelo menos 1,6 mil continuam na cidade trabalhando e sobrevivendo dignamente. Alguns até já conseguiram trazer a família para viver na cidade, enquanto outros foram encaminhados a outros estados com proposta de trabalho.

CASA DE APOIO

A acolhida aos haitianos levou a paróquia a empreender obras como uma casa de apoio às crianças, filhas daqueles que não têm com quem deixar os filhos para trabalhar. Atualmente com 22 crianças de quatro meses até quatro anos, a casa recebe os pequenos porque, como disse a coordenadora, os pais não têm ninguém com quem deixar os filhos. “Não é como um amazonense que tem uma prima, uma tia, a mãe ou a avó para deixar seus filhos. Eles não conhecem ninguém aqui”, explicou o padre Valdecir. O padre citou cursos oferecidos aos haitianos, que trabalham vendendo picolé até confeccionando produtos artesanais. “O que trouxe os filhos para cá conseguiu comprar a passagem vendendo picolé, o que mostra que decidou-se ao trabalho”, exemplificou.

Sobre o bairro, o padre faz uma observação crítica dizendo ser bastante complexo o problema da falta de infraestrutura e da presença de famílias tanto da classe média quanto da classe média baixa. Ele aponta a falta de áreas de lazer para os moradores, assim como de equipamentos urbanos como creches.

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