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Manaus
'Vice-campeão'

Norte é ‘vice’ colocado no ranking de casos de câncer de pele no Brasil

Um dos principais fatores da incidência do câncer é a exposição excessiva à radiação solar 27/11/2016 às 10:44 - Atualizado em 27/11/2016 às 10:46
Show exposi  o ao sol
Especialistas alertam que a prevenção do câncer de pele deve começar nos primeiros anos de vida (Márcio Silva)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) deste ano  apontam que a região Norte é a segunda do País em incidência de câncer de pele, tanto entre os homens como entre as mulheres. Vale ressaltar que o câncer de pele é o mais frequente e se apresenta basicamente sob duas formas: o melanoma e o não melanoma. O alto número de casos registrados na região tem uma explicação, segundo os especialistas: a exposição excessiva à radiação solar.

O dermatologista da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) Fábio Francesconi do Valle explicou que, quando falamos de câncer de pele, estamos falando sobre dois tipos de tumores: o carcinoma basocelular, que é o câncer mais comum de todos, e o câncer espinocelular. De acordo com Francesconi, os dois são chamados de câncer de pele não melanoma e correspondem a 25% de todos os tumores malignos que agridem as pessoas.     

O dermatologista explica que o tipo melanoma, apesar de não ser tão frequente, é o câncer mais letal se não diagnosticado precocemente e tem como característica acometer também pacientes jovens. “O principal fator de risco para o surgimento do câncer de pele é a radiação ultravioleta que vem do sol. Esta radiação, ao longo dos anos, causa mutação nas células da pele. Estas mutações são cumulativas e responsáveis pelas manchas e rugas do envelhecimento e também pelo surgimento do câncer de pele. A região Norte tem alta incidência de câncer de pele pelos altos índices ultravioleta da nossa região, aliada a hábitos que levam a uma grande exposição solar,  profissões que atuam ao ar livre e à baixa adesão aos métodos de fotoproteção”, explicou o especialista.

 

Prevenção

Francesconi alertou que a prevenção do câncer de pele deve começar nos primeiros anos de vida, com visita ao dermatologista pelo menos uma vez ao ano. Pacientes que tenham histórico familiar de câncer de pele devem aumentar a frequência para cada 6 meses. “A prevenção do câncer de pele deve começar nos primeiros anos de vida e não é diferente de nenhuma outra região do País, mas como nós temos mais dias de sol ao longo do ano, quando comparado com Estados que têm inverno, por exemplo, devemos ficar sempre vigilantes”.

 

Protetor solar até nos dias nublados

Além da atenção aos sinais presentes no corpo,  o dermatologista orienta o uso do fotoprotetor diariamente, com aplicação 30 minutos antes de sair de casa ou de qualquer local fechado e sempre, a cada 2h, realizar a reaplicação do produto. O fator de proteção deve ser no mínimo 30. “O importante é sempre utilizar o fotoprotetor, até mesmo nos dias nublados”, disse.

Utilizar roupas que protejam a pele dos raios ultravioletas também é outro meio de proteção. “Essas roupas possuem na etiqueta o acrôniomo FPU, que indica que protege a pele”, explicou o especialista. Além disso, ele recomenda o uso de chapéus e óculos com proteção ultravioleta.

 

Detalhes importantes

Segundo especialistas, o paciente deve desconfiar de câncer de pele quando notar o surgimento de sinais que cresçam; avermelhado e brilhoso; tipo verruga, principalmente após os 50 anos; que sangra; com cascas vermelhas; com duas ou mais cores; negros que surgem após os 35 anos e  o aparecimento de cicatrizes.

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