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Manaus
SEM CONTROLE

Nos primeiros 51 dias do ano, Semmas identificou 14 novas invasões em Manaus

Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), ao longo de 2016 foram identificados 48 focos de ocupações irregulares de terra, ou seja, a média mensal quase dobrou 22/02/2017 às 05:00
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Sem ações efetivas do poder público, invasão localizada no entorno do conjunto Viver Melhor avança sobre área verde. Foto: Aguilar Abecassis
Alik Menezes Manaus

Em apenas 51 dias, 14 novos focos de invasões foram identificados em bairros da Zona Norte e Leste da capital amazonense. Sem qualquer tipo de ação mais contundente e eficaz por parte da prefeitura, as ocupações e construções irregulares avançam, em muitos casos, sobre as áreas de preservação ambiental que ainda restam na cidade.

Segundo dados da própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), ao longo de 2016 foram identificados 48 focos de invasão, ou seja, a média mensal quase dobrou.

Uma dessas “novas” ocupações irregulares fica nas proximidades do Conjunto Residencial Viver Melhor, no bairro, Santa Etelvina, Zona Norte. Segundo os moradores do conjunto, famílias invadiram um terreno próximo ao residencial e, agora, avança para outras áreas dentro do conjunto. O medo dos moradores é que, se nada for feito, a invasão avance.

Foi o que aconteceu em 21 das 48 invasões identificadas pela Semmas no ano passado e que a prefeitura não desarticulou. Uma delas fica localizada em uma área atrás do Condomínio Topázio, no bairro União da Vitória, Zona Norte.  

Segundo uma moradora que não quis se identificar, as famílias moram no local há mais de dois anos e compraram os lotes de pessoas que assumiram que invadiram e desmataram a área. “Ninguém aqui é invasor, nós compramos esses terrenos. Mas os antigos donos invadiram sim”, disse.

Ainda de acordo com a moradora, os valores dos terrenos variavam de R$ 1 mil a R$ 15 mil, dependendo do tamanho do lote. “O meu foi mil porque é bem pequeno, mas tem vizinho que pagou até 15 mil”, disse.

Outro morador, que também não quis se identificar, disse que também mora na comunidade há mais de um ano e comprou um lote de um amigo. “Paguei R$ 5 mil e agora estamos correndo atrás de asfalto e saneamento porque aqui ainda é bem difícil”, disse.

Ações
De acordo com a Semmas, este ano foram realizadas três ações de retirada no São Lucas, Tancredo Neves, Jorge Teixeira e Conjunto Renato Souza Pinto. As demais foram monitoradas e algumas não confirmadas.

A Semmas informou que as ações de reintegrações são operações que envolvem dezenas de órgãos e  agentes públicos, são sigilosas e por isso não divulgam cronograma de ação.

Nem todas retiradas
No ano passado, foram registrados 48 focos de invasão em Manaus e apenas 27 foram extintos pelos órgãos de fiscalização e controle que compõem o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap).

 

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