Sábado, 20 de Abril de 2019
publicidade
givancir.JPG
publicidade
publicidade

TRANSPORTE COLETIVO

Nova reunião entre Rodoviários e empresas termina sem acordo nesta sexta (1°)

A greve dos rodoviários continua nesta sexta-feira (1°). Segundo presidente do sindicato, caso trabalhadores não aceitem contraproposta do Sinetram, 70% da frota vai continuar paralisada neste sábado (2)


01/06/2018 às 17:13

“Não foi decidido nada”. É com essas palavras que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), Givancir Oliveira, resumiu a reunião, de quase cinco horas, com o objetivo de negociar fim da greve dos rodoviários.

O sindicalista foi o primeiro a deixar a sala, nesta sexta-feira (1°), onde se reunia com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), Prefeitura de Manaus e o Ministério Público do Trabalho (MPT). O encontro ocorreu na sede do MPT, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus.

“A greve segue hoje. Assim que sair daqui, vou para as garagens me reunir com a classe e repassar a proposta do Sinetram. Se aceitarem, nós paramos. Senão, a greve segue”, acrescentou Givancir.

Ainda segundo ele, caso a classe não aceite a contraproposta de 1,69% referente ao dissídio do ano 2018/2019 do Sinetram de reajuste, apenas 30% da frota de ônibus vai às ruas neste sábado (2).

Sobre a multa acumulada de R$ 200 mil por cada hora de paralisação e com um mandado de prisão, Givancir afirma que “aceita se os empresários também aceitarem”. Ele alega que as empresas não recolhem INSS há cinco anos.

As acusações também resvalam sobre o prefeito Arthur Neto. “O prefeito se esconde. Faz reunião com empresários para ficar sorrindo. Com a classe dos rodoviários, não faz nada. Lava as mãos”.

Representantes do município

O procurador-geral do município, Rafael Albuquerque, que também participou da reunião, informou que Prefeitura de Manaus entrou com uma demanda policial contra o sindicato dos rodoviários por não cumprir a lei e seguir com a ameaça de 100% de paralisação.  “Acionamos a Polícia Militar para que a situação seja contida. As decisões da Justiça do Amazonas têm sido deliberadamente ilegais”.

Para o prefeito Arthur Neto, segundo o procurador-geral, para que se chegue à resolução do imbróglio, é necessária a sensibilidade de ambas as partes (STTRM e Sinetram) para que os cidadãos não sejam ainda mais afetados.

“Estamos procurando todos os meios, durante todas as 19 horas que já temos de negociação (ao todo) para que isso chegue ao fim. Verificaremos até a última instância o que pode ser feito para contornar a situação”, declarou Rafael.

Posicionamento do Sinetram

O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, afirmou, ao fim da reunião, que não é possível chegar a um acordo com o sindicato dos rodoviários uma vez que as “demandas são absurdas”.

“O que eles pedem foge totalmente da realidade. E não vamos negociar sob pressão, com a cidade como refém. É uma demanda descabida a deles”, declarou Borges.

Documento da reunião

Conforme a ata de reunião, tanto os rodoviários quanto os empresários, acordaram no sentido  de reajuste salarial de 5,19%, sendo 3,5% referente ao dissídio de 2017/2018 e 1,69% relativo ao de 2018/2019.


Trecho da ata que fala sobre o término da reunião na sede do MPT

Ainda segundo a ata, quando o assunto da reunião passou a ser compensação de horas extras e feriados por acordo coletivo; abono das faltas dos grevistas, desistência do Sinetram no processo de dissídio/greve; não houve acordo, o que levou ao procurador do MPT, Jorcinei Dourado do Nascimento, determinar o término da reunião.

No documento o Sinetram sinaliza que só voltara a fazer negociações com a classe trabalhadora a partir do momento que cessar a paralisação dos ônibus. 

Medida

Na manhã desta sexta-feira, ônibus de várias empresas do transporte coletivo de Manaus paralisaram no Terminal de Ônibus 1 da avenida Constatino Nery, na Zona Sul. Apesar dos motoristas embarcarem os passageiros nos bairros com destino ao Centro, ao chegar no Terminal 1, principal terminal de integração à região central da cidade, param, obrigando todos os usuários do transporte a descerem dos coletivos e seguirem viagem a pé.

publicidade
publicidade
Prefeitura vai pagar creches particulares para aumentar vagas, diz Arthur
Tráfego na Faixa Azul da Avenida Mário Ypiranga é liberado pela Prefeitura
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.