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Nova tarifa de ônibus de R$ 3 pega usuários do transporte público de surpresa, em Manaus

Enquanto alguns criticaram o reajuste, anunciado pelo prefeito da cidade Artur Neto na sexta-feira (16), outros defenderam a medida, alegando que ela era 'inevitável' e que até demorou a chegar 19/01/2015 às 09:14
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Tarifa do transporte estava ‘congelada’ desde 2011 e, agora, aumenta R$ 0,25
Jornal A Crítica Manaus (AM)

O reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano de Manaus começou a vigorar ontem, dividindo a opinião dos usuários do sistema. O anúncio sobre o aumento da passagem - de R$ 2,75 para R$ 3.

O aumento “repentino” da passagem, de R$ 2,75 para R$ 3, - uma vez que a medida foi anunciada pelo prefeito Artur Neto na sexta-feira, dois dias antes de entrar em vigor - pegou muitos usuários “de surpresa” neste domingo.

Uma delas foi a empregada doméstica Maria Dolores da Encarnação, 38, que precisou desembolsar R$ 2 a mais para levar os três filhos para passear na Ponta Negra. “Para quem tem pouco dinheiro e muitos filhos, como eu, já pesa. Em um mês dá R$ 40 de diferença. Não sabia do aumento, então são dois picolés a menos, o que para as crianças é muito”, brincou a usuária, que criticou o que chamou de “falta de anúncio” da medida. “Não teve tempo da gente se organizar financeiramente, pro dinheiro não acabar antes do mês. Pra quem é pobre, 25 centavos fazem diferença”.

Enquanto alguns criticaram o reajuste, outros defenderam a medida, alegando que ela era “inevitável” e que até demorou a chegar: o reajuste anterior, que passou a passagem de R$ 2,25 para R$ 2,75, foi concedido pela prefeitura em outubro de 2011.

Para o jardineiro Manoel Silva, 55, o reajuste foi “justo”. “Vi na TV que outras capitais já aumentaram a passagem e que, aqui, ele já estava ‘atrasado’. Se tudo aumenta, gasolina, impostos, e até o pão francês, por que o transporte não vai aumentar?”.

O universitário Rodrigo Passos, 24, diz que os reajustes devem atender o aumento do custo operacional do sistema, até para não inviabilizar o serviço, mas defende que uma melhoria seja feita para justificar o preço mais caro. “Que reajuste tem que ter todo ano, isso tem mesmo. Mas investimentos também, e não só no salário dos motoristas, mas na qualidade do serviço que eles prestam aos usuários”, disse.

Contas

O reajuste tem como base a planilha trabalhada pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), que levou em conta itens de custos do sistema.

De acordo com o prefeito, o reajuste não pode mais ser postergado, porque o preço da passagem de ônibus está congelado há três anos e três meses e, nesse período, a inflação acumulada no País foi de 21%, enquanto o reajuste de R$ 2,75 para R$ 3 é de 9,09%. “O percentual de 9,09%, que está bem abaixo da inflação acumulada, decorre da desoneração do PIS, Cofins, INSS, ISS e principalmente da adoção do Consórcio Operacional implantado em outubro de 2013 pela prefeitura, que permitiu uma redução de custos do sistema, inclusive o não reajuste em 2014”, disse o prefeito.

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