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Manaus
SARAMPO

Novo boletim epidemiológico sobre sarampo deve ser divulgado nesta terça-feira (3)

Até o momento, foram notificados 61 casos de sarampo em todo o Estado. Deste total, 58 são de Manaus, um de S. G. da Cachoeira, um de Anori e um de Humaitá 01/04/2018 às 17:17
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A partir desta segunda-feira (2), as ações de vacinação contra o sarampo em Manaus se concentrarão na faixa etária de crianças de 6 meses até os 5 anos de idade (Foto: Lucas Silva/Semcom)
Silane Souza Manaus (AM)

Um novo boletim epidemiológico sobre os casos de sarampo em Manaus deve ser divulgado nesta terça-feira (3) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Em seguida, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) deve informar o quadro geral da doença no Amazonas. Até o momento, foram notificados 61 casos de sarampo no Estado. Deste total, 58 são de Manaus, um de São Gabriel da Cachoeira, um de Anori e um de Humaitá. 

Dos casos, quatro foram confirmados em Manaus e três descartados, sendo um de Anori  e dois da capital. Os outros permanecem em investigação, incluindo o de São Gabriel da Cachoeira. De acordo com o último boletim da Sala Estadual de Resposta Rápida para Surto de Sarampo da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), órgão da Susam, cerca de  76% dos casos notificados são referentes a crianças menores de cinco anos.

Em virtude disso, a partir desta segunda-feira (2), as ações da vacinação contra o sarampo em Manaus se concentrarão nessa faixa etária de crianças de 6 meses até os 5 anos de idade. “Estamos considerando o que estabelece a Nota Técnica conjunta Semsa/FVS, que recomenda priorizar as crianças nesta faixa etária, uma vez que, entre os casos – suspeitos e confirmados –, temos muitos com menos de um ano de idade”, disse o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

Neste período da Semana Santa, de acordo com a Semsa, aproximadamente 7,5 mil pessoas, entre crianças e adultos, receberam a vacina contra o sarampo nas 146 salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Estratégias Saúde da Família (ESFs).  Só no sábado (31), 855 pessoas foram vacinadas entre as 8h e 12h, nas 10 unidades de horário ampliado. Além disso, também foram montados postos de vacinação em dois shoppings – o Manaus Plaza (Zona Centro-Sul) e o Sumaúma (Zona Norte). 

A Semsa informou que começou a receber os 128 profissionais – 28 enfermeiros e 100 técnicos de enfermagem – aprovados no Processo Seletivo Simplificado (PSS) realizado em setembro do ano passado, para os procedimentos pré-admissionais. Nas próximas semanas eles já estarão integrados às unidades de saúde e deverão atuar nessa intensificação vacinal.

Na última quinta-feira (29), em entrevista ao A CRITICA, o infectologista Antônio Magela, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), recomendou que pessoas com viagem para o Amazonas devem estar vacinadas contra o sarampo. A vacina não é exigida em aeroportos, mas aconselhável para quem viajar ao Estado como forma de prevenção. 

A doença

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, sarampo é uma das doenças mais contagiosas. É transmitido por gotas de saliva procedentes do nariz, boca e garganta de pessoas infectadas. Os sintomas consistem em febre alta, erupção generalizada em todo o corpo, congestão nasal e irritação ocular. Pode causar complicações graves, tais como cegueira, encefalite, diarreia intensa, infecções do ouvido e pneumonia, sobretudo em crianças com problemas de nutrição e pacientes imunodeprimidos.

Estava eliminada

Em 2016, foi declarada a eliminação do sarampo nas Américas, após o anúncio, em 2015, de eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. A região foi a primeira do mundo a eliminar as três doenças, por meio de um esforço de 22 anos que envolveu vacinação em massa contra o sarampo, caxumba e rubéola na região. 

Em setembro do ano passado, a Organização Pan-Americana da Saúde, Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para as Américas (OPAS/OMS), recebeu o prêmio “Campeã da Iniciativa contra o Sarampo e a Rubéola” (MeaslesandRubellaInitiative Champion Award, em inglês) por seu trabalho na eliminação de ambas as doenças nas Américas.

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