Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
Manaus

Novo projeto para camelódromo deve ser apresentado em 100 dias

Os ambulantes solicitaram a reunião com o prefeito com o objetivo de mostrar que não aceitam serem administrados pelos empresários dos shoppings populares



1.jpg Camelôs se reuniram na manhã desta quinta-feira (8) com representantes da Prefeitura de Manaus
08/08/2013 às 11:33

Aproximadamente 700 camelôs do Centro de Manaus participaram de uma audiência pública na Prefeitura Municipal na manhã desta quinta-feira (8). Eles apresentaram uma proposta para a desapropriação e a construção dos shoppings populares para o prefeito Artur Virgilio Neto e o vice-prefeito Hissa Abrahão. A categoria não aceita pagar aluguel para os empresários e pediram cem dias para finalizar o projeto que viabiliza um financiamento e administração dos boxes pelos próprios camelôs.

Estiveram presentes o prefeito Artur Virgílio Neto, o vice-prefeito Hissa Abrahão, o Secretário do Governo Humberto Michiles e o presidente do Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam), José Assis Pereira.

Os ambulantes solicitaram a reunião com o prefeito com o objetivo de mostrar que não aceitam serem administrados pelos empresários dos camelódromos, para onde serão realocados conforme o previsto no Programa de Reestruturação do Centro Histórico de Manaus (Promanaus).

Segundo o projeto da prefeitura, o dono do prédio onde seriam construídos os boxes ficaria responsável pela obra e posteriormente, teria o direito de cobrar uma taxa de locação. Os camelôs não aceitam serem administrados e propuseram para a gestão municipal, continuarem livres do pagamento do aluguel e pagarem uma taxa oriunda de um financiamento bancário, que será feito com a autorização da prefeitura, para a obra.

De acordo com o presidente do sindicato, há seis prédios no Centro da cidade que podem ser adaptados para receber os camelódromos. Ainda no projeto dos camelôs consta a construção de um shopping popular na Zona Leste, que deve receber os ambulantes dos terminais de ônibus 1 e 2 que serão desativados ainda neste ano.

O prefeito concordou com a proposta e deu o prazo de cem dias para o sindicato. “Essa proposta mostra a maturidade dos camelôs quando afirmam que são capazes de administrarem o camelódromo, então que sejam colocados à prova. Só eles podem dizer o que é melhor para a categoria”, declarou Artur Neto.

#Confira mais informações na edição do jornal A Crítica desta sexta-feira (9)

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