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Novo protesto é agendado para próxima quarta-feira

Organizadores do ato público que reuniu mais de 90 mil pessoas, nas ruas de Manaus, querem ampliar pauta do movimento 22/06/2013 às 09:26
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Edição manaura das manifestações que tomaram conta do País iniciou na Avenida Eduardo Ribeiro, no Centro da Cidade, e percorreu a Avenida Djalma Batista
Joelma Muniz Manaus (AM)

A organização da manifestação popular que reuniu mais de 90 mil pessoas, conforme estimativa da Polícia Militar, durante a tarde e a noite de quinta-feira (20), nas ruas do Centro de Manaus, articula um novo protesto para a próxima quarta-feira (26) às 17h. O itinerário do ato público, ainda não foi definido.

De acordo com o estudante, Leandro Xavier, 18, que se identificou à reportagem como integrante da comissão de organização do evento, o objetivo do novo protesto é ampliar as pautas de reivindicação e levantar junto aos manifestantes mais objetos de insatisfação popular, para levar por meio de relatório ao conhecimento das autoridades.

“Começamos com uma pauta mais fechada, que foi o passe livre, como identificamos que a insatisfação popular vai além disso resolvemos coordenar outro ato. Usaremos as informações levantadas lá, para levar ao conhecimento dos nossos representantes políticos”, avaliando que a manifestação dessa quinta-feira foi considerada um sucesso “mesmo com o registro de incidentes isolados de violência, cometida por pessoas sem nenhuma ligação com a passe livre”, disse o estudante.

Para o estudante, a presença das mais de 90 mil pessoas no evento foi uma das principais vitórias da ação. A parceria com a Polícia Militar e o reconhecimento das autoridades públicas sobre a sua legitimidade, também foram consideradas como pontos positivos.

“O principal que era levar a população a aderir a manifestação nós conseguimos. Os políticos foram pressionados a reconhecer seus erro, agora queremos debater de forma mais profunda a situação de crise política e social pela qual passamos”, afirmou.

Segundo Leandro Xavier, uma reunião na tarde de ontem, na praça do Largo São Sebastião, no Centro de Manaus, definiria os rumos do novo ato. A organização do evento assegura que procurará corrigir pontos que levaram a dispersão de alguns grupos de manifestantes na ação de quinta-feira.

“Para a realização do primeiro ato popular usamos as mídias sociais para convocar a população em geral. Neste segundo usaremos os mesmos mecanismos, só que deixaremos ainda mais clara a informação sobre o ponto de partida da passeata. Na quinta-feira, observamos muitas pessoas ligadas a partidos políticos que tentavam por meio de um alto falante confundir os participantes, sobre onde seria de fato a concentração”, frisou.

Prática de vandalismo é repudiada

A comissão organizadora do protesto de quinta-feira, o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB) e o comandante da Polícia Militar do Amazonas, coronel Almir David, repudiaram os atos de vandalismo cometidos por um grupo de “arruaceiros”, que deixou um rastro de destruição na avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus, na tentativa de invadir a sede da Prefeitura Municipal.

“Lamento os incidentes gerados por vândalos nas proximidades da prefeitura. É com tristeza que, no mesmo dia de tão bela demonstração de amadurecimento social, haja registro de ocorrências de vandalismo feito pessoas sem discernimento para entender a grandiosidade do momento histórico pelo qual passa o Brasil. Por sorte, tais ações acabam sendo insignificantes diante do grande movimento pacifico que tomou as ruas de Manaus”, disse, Artur Neto, por meio de nota oficial.

Almir David disse que os autores da depredação estão sendo investigados. “Com a ajuda da população já conseguimos identificar mais de 25 pessoas envolvidas no vandalismo”, afirmou.

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