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Novo valor da passagem de ônibus passa a valer neste sábado

Aumento da passagem para R$ 3 começa a vigorar neste sábado (30), mas os micro-ônibus executivos não devem acompanhar o reajuste 30/03/2013 às 09:00
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A partir deste sábado, a tarifa dos ônibus convencionais passa a ser de R$ 3, mas reajuste não deve alcançar os executivos
NELSON BRILHANTE Manaus

A partir deste sábado (30), os usuários de ônibus de Manaus passam a conviver com a nova tarifa de R$ 3, estipulada para o transporte coletivo convencional (a anterior era de R$ 2,75). A necessidade de ter mais uma moeda de R$ 0,25 para completar o pagamento da passagem provoca revolta nos usuários. Pelas reações, fica claro que eles se sentem o personagem “Judas” do tradicional Sábado de Aleluia, nas mãos dos empresários que comandam as empresas de transporte coletivo, e  que queriam tarifa a R$ 3,50.

Menos mal foi a notícia dada pela presidente da Cooperativa de Transportes do Amazonas (Cootram), Valderiza Melo, de que o prefeito Artur Neto manteve sem reajuste o preço da tarifa dos ônibus executivos, que permanece em R$ 4,20. “Embora exista uma lei municipal que determina a subida automática, cabe ao prefeito acatar ou não. Ainda não fomos informados oficialmente, mas o prefeito já declarou na imprensa que não vai aumentar porque está preparando licitação tanto para os executivos como para os alternativos”, disse Valderiza.

Ela entende que seria injusto aumentar a tarifa dos executivos sem permitir que haja renovação de frota e melhorias no sistema.

A tendência é que muitos passageiros do transporte convencional migrem para o executivo ou alternativo, entretanto, a adesão depende de alguns fatores, como a rota. Há endereços em que o convencional ainda é mais vantajoso para usuário, mesmo passando por transtornos. É o caso do soldado do Exército Bruno Bahia, 18, que exerce a função na Ponta Negra, Zona Oeste, e mora na Cidade Nova, Zona Norte. “Já estou esperando ônibus há uma hora, mas não tem como mudar. Daqui (Ponta Negra) não tem executivo direto para o meu endereço. Só precisa melhorar a qualidade e aumentar o número de ônibus”.

Outros, levados pela revolta, anunciam mudanças bem mais radicais. A atendente Iziane Batista se diz indignada com o aumento e pensa até em radicalizar. “Acho que vou pegar mototáxi que é mais barato e mais rápido ou então táxi-lotação”, disse.

Para a vendedora Zenilde Batista, que é obrigada a usar, diariamente, os dois sistemas, o aumento é ruim, mas poderia ser pior. “Venho de casa para o trabalho no convencional e, daqui para a faculdade só é possível ir no executivo. Menos mal que só um aumentou”, disse a vendedora que mora na Compensa, Zona Oeste, trabalha no bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, e estuda no Zumbi, Zona Leste.A versão completa desta matéria pode ser lida na versão impressa disponível nas bancas.

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