Publicidade
Manaus
Manaus

Novos abrigos de ônibus são alvo de vandalismo

Paradas recém-inauguradas, que custaram mais de R$ 26 mil, cada, já estão cobertas de ‘rabiscos’ 29/10/2013 às 08:51
Show 1
Esta estrutura da avenida Maués, na Cachoeirinha, Zona Sul, entregue recentemente, foi um dos alvos dos vândalos
Carolina Silva ---

Na avenida Maués, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, o novo abrigo para usuários de ônibus tornou-se alvo de vandalismo. A obra foi recentemente concluída e entregue à população pela prefeitura, mas isso não foi motivo para impedir que o patrimônio público fosse pichado por vândalos.

A implantação dos 200 novos abrigos custou R$ R$ 5.320.372,00 aos cofres públicos. O custo de cada um novo ponto de parada de ônibus é de R$ 26.601,86.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o abrigo da avenida Maués é um dos cinco que foram concluídos e entregues há poucos dias aos usuários de ônibus, uma vez que as obras de implantação desse novo modelo de parada iniciou em agosto.

Os “rabiscos” feitos com tinta spray demonstram a falta de respeito ao patrimônio público, afirmou o autônomo José Francisco Lima, 42. “Há um esforço do poder público em oferecer uma condição mais digna aos usuários para esperarem pelo ônibus, mas o problema é acabar com o vandalismo. E os vândalos não ganham nada com isso”, disse José.

O universitário Rafael Marques, 22, que é usuário de ônibus, também lamenta o vandalismo praticado não somente no abrigo da avenida Maués, mas em outros pontos de parada espalhados pela cidade. “Isso é revoltante porque é certo que muitos desses vândalos também usam esses abrigos. Começam com a pichação e depois vão passar a quebrar os vidros que ajudam, ainda que pouco, a proteger os usuários da chuva, como fazem com aquele outro modelo de parada”, falou Rafael.

Obras

A Prefeitura de Manaus, por meio da Seminf, está entregando gradativamente novos abrigos de ônibus aos usuários. Serão 70 novos abrigos na Zona Leste, 70 na Zona Norte, 30 na Zona Sul e 30 na Zona Oeste.

De acordo com a prefeitura, os novos abrigos são de concreto armado que, apesar de ter sido a forma eficaz encontrada pela atual gestão municipal para evitar a depredação do patrimônio público, não os deixou livre de pichações.

Além dos abrigos da avenida Maués, da avenida Buriti, no Distrito Industrial e da rodovia AM-010, próximo à barreira policial, a Seminf informou que mais seis abrigos estão sendo concluídos: um na entrada do Residencial Viver Melhor; dois na estrada do Tarumã, em frente ao Condomínio Amazon Village; dois na avenida Campos Sales, no bairro de mesmo nome; e mais um na rua Xavante, bairro Tarumã.

Críticas

Apesar de terem sido implantados em locais onde usuários esperavam pelos ônibus sem terem como se proteger de sol e chuva, os novos abrigos não agradaram a todos. É que para alguns usuários, o novo modelo de ponto de parada também deveria ter sido pensado para ajudá-los a se informar sobre os itinerários dos coletivos.

Adaptações

A SMTU informou que tem avaliado quais mecanismos podem ser utilizados para tornar as informações sobre os itinerários dos ônibus acessíveis nos novos abrigos. A previsão é de que até o fim do ano 30 novos abrigos para usuários de ônibus sejam entregues. Os 200 novos abrigos custaram R$ R$ 5.320.372,00 aos cofres públicos, ou seja, R$ 26.601,86 cada.

Publicidade
Publicidade