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Número de adoções cresce em Manaus, segundo juíza

De acordo com juíza da Infância e Juventude, Rebecca de Mendonça Lima, desde 2012 há um aumento crescente no número de crianças adotadas em Manaus 22/10/2014 às 22:37
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A juíza Rebecca Lima já acompanhou diversos processos de adoção
Jéssica Vasconcelos Manaus (AM)

Em meio a tantos casos de abandono de crianças, a adoção se mostra como uma opção para os pais que, por diversas circunstâncias, optam por não cuidar do filho. De acordo com dados do Juizado da Infância e Juventude, desde 2012 há um aumento crescente no número de crianças adotadas em Manaus. 

Em 2012, 105 crianças ganharam uma nova família por meio da adoção e os número continuaram a subir em 2013, quando 146 crianças foram adotadas. A juíza da Infância e Juventude, Rebecca de Mendonça Lima, informou que de janeiro a setembro de 2014, 96 crianças foram adotadas. Segundo a juíza, ainda existem muitos casos de adoção que não são realizados através do tribunal, como nos casos em que a família tem uma conhecida que está grávida e opta por doar a criança. “Nós chamamos isso de adoção à moda brasileira”, disse.

Ainda segundo a juíza, o grande problema desse tipo de adoção são os empecilhos enfrentados pela família adotante no decorrer da vida dessa criança que vai ter dificuldade de ingressar na escola e de obter um documento. “O ideal e que precisa ser divulgado é a adoção legal através do juizado”, acrescentou Rebecca.

Interesses

A juíza lembra que a demora no processo de adoção, motivo de muitas reclamações dos interessados, hoje é de aproximadamente oito meses e somente nos casos em que os adotantes procuram por características muito distintas da região. “Existem casos em que a família quer um bebê lourinho, por exemplo, e essa característica não é comum na região. Nesses casos a espera chega a ser de dois anos”, explicou.

Nos casos em que as crianças são vítimas de abandono, abuso sexual, maus tratos, a adoção acontece somente depois de esgotar todas as possibilidades de inclusão na família biológica, por exigência legal. Para esses casos, o juizado estima que 60% das crianças ficam sob a responsabilidade de um parente.

A juíza lembra do caso do bebê abandonado pela mãe em um beco no bairro Compensa, na semana passada e que, nesta quarta-feira (22), recebeu alta e voltou para casa dos familiares. “A guarda ficou com os pais porque a mãe se arrependeu e eles são casados. Ela deve responder criminalmente pelo abandono de incapaz, mas cada caso precisa ser avaliado de forma individual, porque o que importa é o bem estar  da criança”, disse Rebecca de Mendonça.

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