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Manaus
SAÚDE

Número de homens com diabetes cresceu 113,5% em Manaus nos últimos 11 anos

Dados da pesquisa Vigitel servem de alerta na data em que é celebrado o Dia Nacional de Controle do Diabetes (27 de junho) 27/06/2018 às 18:04 - Atualizado em 27/06/2018 às 18:09
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No geral, Manaus aparece como uma das capitais que tem um alto número de pessoas com a enfermidade, com 7%. (Foto: Agência Brasil)
Vitor Maciel/Agência Saúde Brasília (DF)

O número de homens de Manaus (AM) que apresentaram diagnóstico médico de diabetes mais que dobrou (113,5%), entre os anos de 2006 e 2017. Os dados, da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), servem para alertar a população da capital amazonense no Dia Nacional de Controle do Diabetes, celebrado anualmente no dia 27 de junho. Há 11 anos, o número de homens que tinham identificado a doença era de 3,7%, agora o índice passou para 7,9%. O número de mulheres com diagnóstico de diabetes, também, cresceu: foram 17,3% a mais no mesmo período.  No geral, Manaus aparece como uma das capitais que tem um alto número de pessoas com a enfermidade, com 7%.

Na comparação com as demais capitais, os homens de Manaus apresentaram uma das maiores taxas de diagnóstico médico de diabetes, em 2017, ficando à frente de Boa Vista, Belo Horizonte, Porto Alegre, Campo Grande, Goiânia e São Paulo. Já entre as mulheres, a capital amazonense foi a sexta com o menor percentual da doença (6,1%).

Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou 5.007 pessoas no  estado do Amazonas. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 43,6% no período, saindo de 586 mortes para 842 no ano passado. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações também cresceu: foram 1.525 em 2010 para 2.569, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.

Tratamento do Diabetes no SUS

Para os que já têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, já na atenção básica - porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas unidades de Atenção Básica de Saúde, reagentes e seringas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas.

Incentivo a hábitos saudáveis

O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Uma portaria do Ministério da Saúde proíbe venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do órgão.

A pasta também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Em 2017, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e para fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 3.800 polos habilitados. 
 

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