Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
Manaus

Número de homicídios reduz em Manaus depois das operações La Muralla e Alcatéia, aponta a SSP

O secretário da SSP, Sérgio Fontes, atribuiu a queda dos índices de homicídios à prisão de criminosos ocorridas nas operações “La Murallha”, da Polícia Federal, que desarticulou o esquema da facção Família do Norte (FDN), e  “Alcatéia”, que prendeu policiais militares envolvidos em execuções



1.jpg Secretário de Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes durante coletiva de imprensa na sede da SSP-AM
11/12/2015 às 16:51

O índice de homicídio em Manaus teve uma queda de 27% nos últimos 14 dias, se comparado com o mesmo período do ano passado. A informação foi passada pelo secretário de segurança pública, Sérgio Fontes. A diminuição dos homicídios é atribuída  à prisão de criminosos ocorridas nas operações “La Murallha”, da Polícia Federal, que desarticulou o esquema da facção Família do Norte (FDN) e  também “Alcatéia”, que prendeu policiais militares.

 “Ainda temos a convicção que se nós focarmos nos matadores, vamos efetivamente diminuir a criminalidade”, afirmou o secretário. De acordo com ele, 70% das mortes que aconteciam em Manaus eram encomendadas, um matador era contratado para fazer o serviço. “O que acontecia era que havia poucas pessoas que matavam muito e, certamente, com a prisão destes teremos uma diminuição ainda maior dos homicídios”, garantiu Fontes.

O secretário atribuiu a queda dos índices de homicídios à união das forças de segurança, a conscientização de que essa prática é inaceitável, por qualquer que seja o motivo, ainda mais por motivos fúteis e criminosos.

Sérgio Fontes acredita que a população tem que colaborar com a segurança e que as autoridades de segurança pública e o Estado têm que investir na especialização do efetivo das policias Civil e Militar e de peritos para que possa ser feito um trabalho para diminuir a impunidade por meio de provas técnicas e científicas, consideradas incontestáveis.

De acordo com Fontes, a impunidade leva a outros crimes e o Estado tem que estar preparado para incomodar os criminosos, caso contrário ele vai continuar praticando crimes. “Temos que mostrar que estamos preparados para enfrentar a criminalidade, os matadores, sejam eles de farda, da FDN, do PCC ou quem quer que seja que resolveu ganhar dinheiro com atividade criminosa”, disse.

Para o secretário, as ações policiais dos últimos dias foram às principais motivações para a queda do Índice de criminalidade. A La Muralha mostrou que ninguém está acima da lei e que o crime organizado pode ser alcançado sim. A Alcatéia também, nesse mesmo sentido, provou que ninguém está acima da lei, ainda que use farda e que trabalhe para o Estado. Nesse caso, o policial tem que demonstrara conduta ilibada.

O secretário disse que a o Estado vai continuar investindo em ações de inteligência, intervindo em áreas onde há bocas de fumo. Se as bocas de fumo são elementos que congregam essa mortandade, causada por dívida do tráfico ou luta de espaço é lá que o Estado vai estar. “É lá, nesses locais que vamos incomodar. O criminoso não pode se sentir tranquilo, porque se sentir tranquilo ele vai continuar matando normalmente como se não tivesse Estado”, anunciou Fontes.

Solução de casos 

O secretário Sérgio Fontes anunciou que o Estado vai investir na produção de provas técnicas para auxiliar no combate à criminalidade. De acordo com ele, perícias feitas nas armas apreendias com policiais militares na operação Alcateia revelaram que, por meio delas, será possível desvendar aproximadamente 15 homicídios que estavam com autoria desconhecida. Essa prova é irrefutável.




De acordo com ele, serviu para mostrar que o sentimento de impunidade dos criminosos era tão grande que eles matavam com a arma que estava em seu nome.

O secretário informou que está tratando com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), com o diretor de polícia técnica e científica para uma campanha de conscientização para que os profissionais de saúde tenham uma atenção às munições que são extraídas dos corpos e dos feridos que são levados para os hospitais, para que elas sejam resgatadas, preservadas e entregues à polícia e posteriormente examinadas e comparadas.


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