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Manaus
ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Sobe para nove o número de vítimas de estupro em escola de Manaus, diz delegada

Meninas de 8 e 9 anos de idade fizeram o exame de conjunção carnal e prestaram depoimento na delegacia 03/10/2017 às 20:26 - Atualizado em 04/10/2017 às 08:14
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Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

Subiu para nove o número de meninas vítimas do crime de estupro de vulnerável presumido, que teria sido praticado por um funcionário terceirizado de uma escola municipal do bairro da Glória, na Zona Oeste. A informação é da delegada plantonista da Delegacia Especializa em Proteção a Criança e Adolescente (Depca),  Greice Louisa, que deve presidir as investigações.   

Ontem as meninas, que têm entre 8 e 9 anos de idade, começaram a prestar depoimentos. Antes, elas passaram pelo Instituto Médico Legal (IML), onde foram submetidas a exame de conjunção carnal. O inquérito policial que investiga o caso foi instaurado na quinta-feira passada, pela titular da Depca, Juliana Tuma. 

Conforme a delegada, os depoimentos das meninas têm coerência, com semelhanças entre os relatos apresentados pelas crianças. “Estamos esperando os laudos dos exames que elas fizeram no IML para concluir o inquérito e encaminhar à Justiça”, disse a delegada, sem informar prazos.

Greice Louisa não deu mais detalhes sobre o caso, segundo ela, para não atrapalhar as investigações, que ainda estão em andamento. “Qualquer detalhe a mais pode atrapalhar o trabalho da polícia”, explicou. 

Denúncia

De acordo com a denúncia, o suspeito foi contratado como serviços gerais e auxiliava em algumas atividades na escola. No dia do crime ele acompanhava as crianças na saída do refeitório para a sala de aula. Ainda conforme a denúncia, ele separou as meninas dos meninos e, enquanto as conduzia às salas, aproveitava para passar a mão nas partes íntimas das garotas. Para garantir que elas não o denunciariam, ele ameaçava estuprá-las e matá-las.

Afastado

O suspeito do crime foi afastado das atividades na escola no mesmo dia em que a denúncia foi feita à pedagoga da unidade escolar, para não atrapalhar as investigações, conforme informações da  Secretaria Municipal de Educação (Semed),  que revelou ainda que o funcionário era terceirizado.

De acordo com a Semed, a direção da unidade, com auxílio do Conselho Tutelar e da Divisão Distrital Zonal (DDZ) responsável pelas escolas da área, convocou uma reunião com os pais e responsáveis das alunas envolvidas e os orientou sobre as medidas a serem tomadas, os acompanhando, inclusive, à Depca e ao  IML.

Assistência a todos

A Semed informou que está prestando assistência às crianças e familiares, inclusive oferecendo acompanhamento psicológico. A pasta alegou  que está colaborando com o trabalho da polícia, oferecendo todas as informações necessárias para o esclarecimento do caso.

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