Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
CARAVANA

'O professor é o maior defensor da Pátria', diz Haddad em palestra na Ufam

Segundo colocado nas eleições presidenciais de 2018, petista elogiou manifestações do último dia 15 no último compromisso da passagem por Manaus



WhatsApp_Image_2019-05-23_at_17.53.12_314B89E2-8791-435C-B7A5-C8310697D8EC.jpeg (Foto: Antônio Lima)
23/05/2019 às 18:00

"Professor não é inimigo, é, talvez, o maior defensor da Pátria, porque vai todos os dias para a sala de aula defender a educação". Assim o ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro da Educação e  segundo colocado nas eleições presidenciais de 2018 Fernando Haddad começou sua palestra no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na tarde desta quinta-feira (23), onde cumpre agenda da caravana "Lula Livre".

Pela manhã, Haddad esteve na Moto Honda da Amazônia, conversando com funcionários, e afirmou que estava na cidade para fortalecer o legado do ex-presidente Lula. Depois seguiu para um ato político no Encontro das Águas, onde teceu críticas ao presidente Jair Bolsonaro. 

Assistido por centenas de estudantes, professores e simpatizantes dos partidos de esquerda, Haddad, que também é professor universitário, elogiou as manifestações realizadas em todo o Brasil, no último dia 15. Ele também ressaltou a maioria negra e pobre nas universidades federais, e a maioria de mulheres nas pesquisas e programas de extensão das universidades.

Haddad voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e as decisões tomadas por ele nos cinco meses de governo. Ele relembrou ainda o crescente índice de rejeição e disse que os estudantes precisam lutar por seus direitos.

"Colocar o país na mãos de uma pessoas que está desde os 33 anos, quando se aposentou do Exército, sem fazer absolutamente nada, é um grande manobra. Nós temos que estar nas ruas. Sabe quantos estudantes universitários nos tínhamos no golpe de 1964? Pouco mais de 200 mil, hoje vocês são mais de 8 milhões. Ele sabe a força que vocês têm, ele morre de medo da educação e não é respeitável", afirmou.

Antes de discursar, o professor ganhou cestas de livros e uma obra de um artista plástico amazonense. Ele esteve acompanhado da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, que defendeu a iniciativa de percorrer o País. “A caravana é a força do Lula no País. Ele foi preso porque ia vencer as eleições e o Haddad é o nosso representante porque foi o escolhido por ele", destacou Gleisi.

Convite para voltar 

A coordenadora do evento, Iraildes Caldas, frisou que a Ufam protagonizou muitas lutas e esta é mais uma luta pela qual a universidade está unida. "Primeiro perdemos verba e agora estamos perdendo aquilo pelo o que mais lutamos, que foi a eleição direta para reitor".

Jandira Ribeiro, estudante do 8° período de História, defendeu a presença de Haddad na universidade.

"Ele, como professor e ex-ministro da Educação, tem muito a falar. Ele também foi candidato à presidência e pode nos passar como funciona realmente essa política, o que a gente, população pobre, negra, quilombola, indígena vai perder. A reforma vai atingir mais o pobre, isso é fato, e é importante a gente ter esse espaço de fala e para que os estudantes comecem a entender como esse processo político está se fazendo,  e ele é professor , então acredito que ele tem uma fala muito digna e muito importante para a academia"

Jandira, que também é presidente  do Centro Acadêmico de História, entregou um convite a Fernando Haddad para o um evento do curso, marcado para setembro. Manuela D'avila e Guilherme Boulos também serão convidados.

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