Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Manaus

Obra de aterro na margem do Igarapé do Mindu é embargada

Implurb e Semmas anunciam a interdição de construção que continha margem do Mindu no Vieiralves



1.jpg Aterro e construção de muro causará problema de alagação em algum lugar
31/08/2013 às 15:49

Um aterro de mais de um metro acima do nível da margem do Igarapé do Mindu, na área situada atrás da empresa Pedrosa & Cia, na avenida Djalma Batista, no bairro Vieiralves, Zona Centro-Sul,  foi embargada nessa sexta-feira-feira (31) pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). 

De acordo com denúncia de moradores da outra margem, a construção do muro e o aterro vão aumentar as alagações no local, que já vinha acontecendo com o aterramento do leito do igarapé. Para o morador, que não quis se identificar, a obra de aterro e construção do muro vai conter a margem do igarapé e com isso reduzir o espaço da água, que vai desaguar em outras áreas, onde há prédios e moradias. “É um absurdo deixarem fazer isso numa área dessas cheia de casas”, disse, mostrando que se não houve avanço na margem, houve o abuso de erguer o muro que vai causar o represamento das águas. “Água não fica presa, ela vai arrebentar em algum lugar”, advertiu.

Proprietário disse que tem licença da Semmas

Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) informou que, por divergência entre a situação encontrada no local e o objeto da autorização concedida pela secretaria, seria lavrado o embargo da atividade de aterro e terraplanagem no terreno em questão, situado às margens do Igarapé do Mindu, no bairro Vieiralves. 

O Implurb, por sua vez, informou que obra não tinha licença do órgão para a execução de serviços de terraplanagem, o que era uma exigência legal. Por isso, além do embargo, foi emitida uma notificação para que o proprietário compareça ao órgão no prazo de 24 horas e formalize um processo de licenciamento. O proprietári receberá um prazo para se regularizar.

A reportagem tentou entrar em contato com o advogado João de Deus pelo telefone 32XX84XX, do escritório dele, mas ele não foi localizado. Em entrevista a uma rádio local, no entanto, ele disse ter licença da Semmas para fazer o aterro e evitar alagação do terreno dele, que seria transformado em local para estacionamento. Além disso, João de Deus negou ter destruído a mata ciliar do local e não considerou ter cometido nenhuma irregularidade ao elevar o nível do terreno e evitar nova alagação como a ocorrida ano passado.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.