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Manaus
SOFRIMENTO

Casas têm risco de desabar na Zona Norte de Manaus devido a obra inacabada em bueiro

Após várias chuvas ao longo dos últimos cinco anos, residências ao lado de canal por onde circula água passaram a apresentar rachaduras. O medo é que tudo venha abaixo 19/02/2018 às 07:05 - Atualizado em 19/02/2018 às 07:15
Show bueiro
Foto: Gilson Mello/freelancer
Álik Menezes Manaus (AM)

Há mais de cinco anos, moradores da rua José Dutra, no bairro Alfredo Nascimento, na Zona Norte de Manaus, sofrem com as obras inacabadas de um bueiro. Segundo eles, duas casas mais prejudicadas estão com rachaduras e eles temem que elas desabem com as chuvas.

De acordo com o militar aposentado Antônio Brandão, 66, há vários anos a esposa dele e a enteada ligam e vão até a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) pedir a conclusão das obras, mas nunca tiveram uma resposta positiva.

“Eles construíram apenas a caixa do bueiro, mas não colocaram aquele encanamento de concreto para a água passar. Aí, toda vez que chove isso aqui vira um igarapé e a força da água vai levando parte do barranco. Nossa casa está toda rachada porque o terreno vai ficando frágil. Minha enteada já está cansada de ligar e ir até a secretaria de obras”, contou.

Somente na última sexta-feira (16), funcionários da Seminf foram até o local e recomeçaram os trabalhos, iniciando a ligação do encanamento, mas sem concluir. Os moradores temem que tudo fique do jeito que está.

“Nós passamos todos esses anos lutando. Essa casa corre o risco de desabar e a culpa é dessa obra que ficou inacabada. Não vão nos ajudar? Essa casa está toda rachada, quando chove a gente fica morrendo de medo de desabar em cima da gente. Eles só vão vir aqui quando acontecer uma tragédia?”, questionou Brandão.

Outro morador, que pediu para não ser identificado, contou que, além do bueiro não ter sido concluído há anos, não colocaram sequer uma tampa para evitar acidentes, principalmente com crianças e idosos.

“O bueiro tem mais de dois metros de profundidade. O ideal seria colocar uma tampa. É muito perigoso passar lá por cima e cair. Quando chove fica ainda mais arriscado porque a correnteza pode levar uma pessoa, ainda mais que a rua não tem asfalto em boa parte. O barro fica muito liso quando chove. É praticamente um convite”, afirmou.

O Portal A Crítica entrou em contato com a Seminf para questionar se as famílias receberão algum tipo de assistência. Contudo, até a publicação desta matéria, não obteve resposta.

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