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Manaus
HÁ OITO MESES

Obra inacabada na Av. Ramos Ferreira causa acidentes e prejudica trânsito

Cratera para instalação de tubulação está aberta há meses na avenida do bairro Aparecida, na Zona Sul de Manaus. Seminf nega que exista "vala em aberto em sua obra" 07/01/2019 às 18:28 - Atualizado em 08/01/2019 às 14:11
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Foto: Jair Araújo
acritica.com Manaus (AM)

Há pelo menos oito meses, moradores da avenida Ramos Ferreira, nas proximidades da Escola de Samba Aparecida, bairro Aparecida, Zona Sul de Manaus, tem convivido com uma série de problemas que só se agravam. Na manhã desta segunda-feira (7), um caminhão colidiu com uma árvore e interditou parte da via. O acidente seria um caso isolado se não houvesse uma obra inacabada que deixou uma cratera no meio da via e a árvores da área não receberem podagem há bastante tempo.

Segundo os moradores, a obra em questão se trata da instalação de uma tubulação de esgoto que iniciou em maio do ano passado. A previsão de término seria de dois meses, porém 2019 chegou com o período de chuvas e a cratera não foi fechada. A lama, o trânsito e a falta de acessibilidade, segundo os moradores, vêm sendo motivo de dor de cabeça.

“Desde ano passado isso está assim. A situação piora nas terças-feiras quando tem essa feira do lado da igreja da Aparecida. É impossível de passar por aqui”, disse a rodoviária Alessandra Façanha, 45.

O funcionário de uma distribuidora de bebidas, Gino Gonçalves, 27, afirma que a cratera atrapalha o fluxo de veículos e prejudica estabelecimentos. “Ninguém mais quer passar por aqui e comprar. Esse acidente aí foi o quarto ou quinto dos últimos dias. Os carros não conseguem transitar direito e estacionar pra descarregar os produtos”, contou.

Árvores

Além da cratera na avenida, soma-se o fato de muitas árvores da avenida não receberem podagem há meses, como foi a situação da atingida pelo caminhão. O procedimento de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) retira galhos secos e torna a vegetação adequada para o trânsito e fiações elétricas.

Uma moradora do local conta que solicitou o serviço da Prefeitura de Manaus em setembro de 2018, mas nenhuma equipe apareceu no local até hoje. Ela diz sentir medo com uma simples chuva. “Quando chove fico com receito dela desabar na minha casa. Os galhos são pesados, e se algum cair vai fazer um estrago enorme”, disse ela.

Posicionamentos

Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que a obra trata-se de uma correção na rede de drenagem que está subdimensionada para a área e já não suportava o fluxo das águas das chuvas. O serviço iniciou pela Rua Ramos Ferreira e segue até a Rua Coronel Salgado, somando cerca de 450 metros de tubulação trocada. Porém, segundo o órgão, não consta mais nenhuma vala em aberto em sua obra.

Ainda de acordo com a Seminf, os trabalhos já se encontram na última fase do projeto, com os serviços de pavimentação da via. Foram implantadas 5 toneladas de asfalto e após a conclusão desta etapa, a via será liberada para o fluxo de veículo com segurança. A previsão é que em até 10 dias sejam finalizados os serviços.

A Seminf se comprometeu em encaminhar uma equipe de forma emergencial ao local para averiguar a situação citada. Por se tratar de uma obra de grande extensão e também por apresentar situações atípicas, como instalação de tubulações de água, canalização de gás e também instalação de fibra ótica, a pasta afirma que  realizou o trabalho da forma mais cautelosa possível. 

A Seminf destacou na nota que a concessionária Águas de Manaus recentemente esteve no local executando uma obra. A Águas de Manaus informou que a obra de drenagem na rua Ramos Ferreira é de responsabilidade da Prefeitura de Manaus, “não cabendo à concessionária o serviço de conclusão da obra”. A empresa ainda afirmou que é responsável por corrigir vazamentos no sistema de abastecimento de água que passa pelo local, “como fez no último dia 28, quando a tubulação na área rompeu por conta das fortes chuvas”. A Águas de Manaus também destacou que “não há, hoje, registro de ocorrência de novo vazamento na via”.

A Semmas informou que o trabalho de manejo foi iniciado na segunda-feira com o apoio da Semulsp, Manaustrans, Eletrobras Amazonas Energia e Semppe. "A árvore que sofreu colisão apresentava risco de queda em função da inclinação. Com o impacto, foram necessárias intervenções emergenciais", disse a secretaria. 

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