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Manaus
IRREGULARIDADES

Obra irregular em área de preservação e margem de rio é demolida na Redenção

Durante a operação, os fiscais e policiais encontraram também no local outras armações para construção de casas na área de preservação permanente 02/08/2017 às 14:23 - Atualizado em 02/08/2017 às 14:25
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O responsável pela construção foi notificado pela Semmas para fazer a retirada de todas as estruturas num prazo de 72 horas (Foto: Semmas/Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Uma ação conjunta de prevenção impediu, o avanço de obras irregulares às margens de um igarapé, afluente do Igarapé dos Franceses, no bairro da Redenção, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e policiais civis e militares fizeram a demolição de um muro que estava sendo construído às margens do curso d’água, causando erosão, desvio e assoreamento do leito do igarapé.

Durante a operação, os fiscais e policiais encontraram também no local outras armações para construção de casas na área de preservação permanente (APP).

A ação contou com o apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental, Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), que compõem o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap).

O responsável pela construção foi notificado a fazer a retirada de todas as estruturas num prazo de 72 horas. De acordo com o diretor de Fiscalização da Semmas, Enéas Victor, a ação teve caráter preventivo, visando impedir mais degradação na APP.

“Já existem, no local, estruturas consolidadas, muito antigas. Com essa ação impedimos que novas ocupações prejudiquem ainda mais o que ainda resta de área de preservação permanente conservada”, afirmou o diretor.

O igarapé em questão fica situado às margens da rua Carpina. Com esse sobe para 23 o número de focos de invasão denunciados junto à Semmas este ano.

Na semana passada, em reunião do Gipiap surgiu a ideia da elaboração de um regimento para regulamentar o decreto que criou o grupo integrado, em julho de 2015. “Este regimento vai regulamentar as ações do Gipiap, as parcerias, as demandas de logística, definir um protocolo de denúncias e outros problemas práticos”, explicou Euclides Neto, coordenador executivo do Comitê de Articulação Institucional, órgão ligado à Secretaria de Estado de Administraçção (Sead), que coordena o Gipiap.

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