Publicidade
Manaus
LENTIDÃO

Obra em rede de drenagem na Djalma Batista completa 3 meses sem prazo para conclusão

Demora na substituição da tubulação da avenida, uma das principais na Zona Centro-Sul de Manaus, gera prejuízos aos comerciantes da região e incômodo a motoristas 16/06/2018 às 05:20
Show djalmabatista
Foto: Euzivaldo Queiroz
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Já se foram três meses e oito dias. Esse é o tempo que está durando a substituição da rede de drenagem profunda no cruzamento da avenida Djalma Batista com a rua Pará, na Zona Centro-Sul de Manaus. Além do incômodo aos condutores de veículos e até aos passageiros de transporte coletivo, a demora gera prejuízos a donos de comércios próximos.

Segundo a Prefeitura de Manaus, o serviço era necessário porque a tubulação, há mais de 40 anos, nunca foi substituída. Hoje, uma das pistas está interditada, mas a situação já esteve bem pior. Quando a obra foi iniciada, no dia 9 de março, o trecho interditado prejudicou o movimento de seis lojas na pista sentido Centro-bairro e dez no sentido contrário.

Uma lanchonete fast food de uma rede multinacional está fechada por todo esse tempo e a gerência não reclama e nem aceita falar nada sobre o assunto. A tubulação passava por baixo da lanchonete e de um posto de combustível, por isso está sendo desviada.

A substituição está sendo feita no cruzamento de duas ruas e dois estabelecimentos comerciais importantes. Entretanto, a rede vem de longe e passando por baixo de residências, lojas e condomínios até desembocar na Djalma Batista.

De acordo com um trabalhador da obra que não quis se identificar os procedimentos para o desvio (já executado) justificam o tempo para a conclusão. “Para aprontar tudo dependemos somente do tempo de curagem do concreto (secagem). Se você faz uma laje na sua casa, só vai poder tirar as escoras da laje em trinta dias. Aqui é a mesma coisa”, disse.

De acordo com a última previsão do funcionário, no dia 15 de julho a obra estaria concluída, deixando totalmente livre uma das pistas da Djalma Batista e o acesso aos estabelecimentos comerciais da região.

Andamento

Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que os serviços foram intensificados nas últimas semanas com o aumento de aproximadamente 60 servidores atuando diariamente no local, para a finalização da concretagem das três caixas coletoras da obra. “Nessa fase, os trabalhos seguem dentro de um terreno particular sem causar maiores transtornos na trafegabilidade dos veículos, que circulam nas vias públicas do entorno da obra. A preocupação da Prefeitura de Manaus nesse momento é em acelerar os serviços, mas, sempre com muita cautela, pois a obra é de grande complexidade”, destacou a secretaria.

“Após o tempo de secagem do concreto, as equipes iniciarão o reaterro, a terraplanagem de toda a área, e por último a pavimentação. As novas instalações das tubulações vão dar a correta vazão às águas pluviais, solucionando de vez o problema da rede de drenagem que passa pelo local”, ressaltou.

Sem indenização

Em março, o prefeito Artur Neto descartou indenização para 10 dos 15 prédios afetados pela obra, e que tiveram de fechar as portas. Na concepção dele, o que está sendo feito é para evitar que o pior viesse a acontecer com os prédios, isto é, a obra garante a segurança dos imóveis, o que já seria um benefício.

Publicidade
Publicidade