Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
TARUMÃ

Obra parada na rodovia AM-450 prejudica os moradores da Zona Oeste de Manaus

Intervenção do Governo do Estado começou após queda de ponte, em 2015, até hoje não foi concluída



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Reestruturação do trecho da avenida do Turismo que cedeu com a chuva, no Tarumã, em 2015, ficou pela metade (Winnetou Almeida)
25/01/2017 às 05:00

A situação atual da rodovia AM-450, no trecho próximo à cachoeira do Tarumã, na avenida do Turismo, Zona Oeste, é de total abandono. Quem passa nas proximidades percebe que a obra de reestruturação da ponte não foi concluída. O governo estadual havia iniciado a reconstrução ainda em 2015, depois que a ponte teve a estrutura comprometida pela forte correnteza do igarapé, em decorrências das chuvas e do tráfego constante de veículos pesados.

Os moradores do entorno  e demais pessoas que necessitam diariamente transitar no local estão totalmente desacreditadas de que a obra venha a ser concluída e se dizem esquecidos. O garçon Jorge Luiz Azevedo, 49, morador há 40 anos da comunidade Campos Sales, contou que, em dias de chuva, esse trecho é perigoso tanto para quem transita a pé como para quem passa pela via de carro. 

“A obra não foi concluída, e como não há uma local destinado para a água correr, ela vem com força desde o início da via. No local onde há a ponte fica totalmente alagado, porém o risco mesmo são esses buracos enormes que ficaram expostos. Se não for morador ou alguém que conheça a realidade da via, pode sofrer um acidente”, alertou o garçom.

De acordo com o Jorge Luiz, as famílias que moram no entorno dos igarapés são as mais afetadas com a falta de conclusão da obra. “O povo que mora aqui era acostumado a ter que se readaptar no período da enchente, mas agora é a qualquer momento, tudo por causa dessa obra que ficou pela metade”, disse.

Falta iluminação pública

A lider comunitária do Campos Sales, na Zona Oeste, Poliana Pereira Silva, 43, contou que a situação é mais preocupante no período noturno, pois a maioria das luzes dos postes não funciona. “Se chover à noite a situação fica ainda mais perigosa. Como parece que não temos voz, o jeito é orientar os moradores a não saírem de casa, pois no escuro e com esse monte de pedras e buracos é acidente na certa”, disse.

Segundo Poliana,  os moradores que têm se queixado sobre as situações críticas em que se encontra a reconstrução da ponte situada na rodovia AM-450 chegaram a ser ameaçados.

“Os moradores preferem viver nessa situação precária do que denunciar. Tudo por causa das ameaças que um dos vizinhos recebeu depois que começou a aparecer nas reportagens. Como muitos aqui não têm pra onde ir, preferem conviver com os buracos, os riscos sociais do que buscar direitos”, reforçou a lider comunitária.

Transtornos

A vendedora Marianisse Ramos, 42, que também mora nas proximidades da ponte, contou que outro problema resultado da não conclusão da obra é a falta de parada de ônibus. A vendedora disse que os próprios moradores precisaram improvisar a construção da parada, mas a situação fica totalmente precário quando chove. “Quando chove nunca sabemos o que é o igarapé ou o que faz parte da rua. Se for ter que sair é melhor desmarcar o compromisso, pois não há condição nenhuma de andar por esta região e muito menos de apanhar um ônibus. Não entendo tanta demora para concluir esta obra”, comentou a moradora.


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