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Obras da rotatória do Mindu seguem sem manutenção

Cortina d’água não funciona e os azulejos ficam sujos, mas o que está viralizando são as piadas nas redes sociais 26/01/2015 às 21:00
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Internautas criaram montagens com o monumento e ainda acrescentaram um aparelho celular na ponta da estrutura, fazendo alusão ao ‘pau de selfie’
oswaldo neto ---

Quase três anos após ser inaugurado no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, o monumento localizado na rotatória do Mindu continua com o significado desconhecido para a maioria da população e, mais do que isso, apresenta problemas em sua estrutura. Segundo moradores, a cortina d’água que daria beleza ao local não funciona há mais de um ano e em determinados períodos os azulejos do fundo da piscina ficam cobertos por “lodo”.

A comerciante Lavínia Rodrigues, 34, trabalha há aproximadamente seis anos nas proximidades da rotatória e, segundo ela, a manutenção do local está visivelmente comprometida. “Ninguém sabe o que isso significa e ainda por cima está suja, com certeza virando abrigo de mosquito da dengue. Tinha colegas que trabalhavam aí e saíram, mas ganham bem menos que antes”, declarou.

A estudante Lays Gonçalves, 19, conta que presenciou a estrutura servindo de “balneário” para crianças. “Às vezes passam uns meninos correndo e tomam banho aí. É ruim tanto para eles, porque essa água fica suja, como para a gente, que não tem como usar isso nem para tirar foto”, brincou a estudante, que trafega pelo local todos os dias.

 Conforme alguns moradores, a limpeza das três piscinas e manutenção do local está sob a responsabilidade da Constroi, uma loja de materiais de construção situada próximo à rotatória do Mindu.

 De acordo com um funcionário do estabelecimento, a limpeza dos azulejos é realizada uma vez por mês. Segundo ele, os próprios trabalhadores da empresa fazem o processo de higienização, além de cortarem o  gramado. A estrutura possui 250 m². No setor administrativo da empresa, a reportagem tentou contato com o assessor  da diretoria, porém não obteve sucesso.

Sem função de praça

Em abril deste ano, a Divisão de Projetos do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) informou ao A CRÍTICA que o lugar não foi construído para ter função de praça e por esse motivo não possuía lixeiras ou bancos ao redor.

“O lugar não tem que ter atrativos, pois os motoristas devem ter visão ampla do entorno como um todo, afinal estão fazendo um giro”, esclareceu na ocasião o chefe da divisão de projetos Victor Nunes. 

Monumento continua alvo de piada

Passados três anos, o monumento da rotatória do Mindu já ganhou diversos significados para a população e ainda continua sendo alvo de piadas, principalmente  nas redes sociais. O mais recente foi a comparação feita ao “bastão de selfie”, acessório usado para tirar fotos. “Ufa! Enfim uma serventia”, brincou uma página de humor, que obteve 550 “curtidas” e 767 compartilhamentos com a postagem no Facebook. Outro internauta brincou: “É uma obra do visionário Amazonino Mendes. É um ‘pau de selfie’”, contou, ao ressaltar que na época que foi construído o monumento, ainda não existia a “febre” dos selfies em todo o mundo. 

 Inaugurada em setembro de 2012, o  projeto inicial que foi apresentado previa a construção de um monumento em homenagem ao Parque Municipal do Mindu, porém o que acabou sendo instalado foi uma haste de metal no formato de canhão sem qualquer significado.

Obra

O monumento da rotatória do Mindu foi orçado em R$ 1 milhão em medidas compensatórias de duas empresas da capital. A prefeitura desembolsou R$ 1,8 milhão em indenizações para 17 proprietários que atuavam no local.

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