Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
Manaus

Obras de recuperação de via continua ameaçando moradores na Zona Leste

O problema é antigo, mas se agravou depois que algumas casas desabaram na parte de cima da encosta e equipes da Seminfh iniciaram trabalhos de recuperação do terreno



1.gif Após um deslizamento que ameaçava a alameda Cosme Ferreira, a Seminfh iniciou as obras de contenção da encosta, que agora ameaçam mais de 400 casas da comunidade Baixada da Alegria
07/05/2013 às 08:58

Continua em situação de risco a vida dos moradores da Baixada da Alegria, comunidade que fica entre a alameda Cosme Ferreira e a rua Paracuúba, bairro São José 1, Zona Leste. Constantemente, um grande volume de água de chuva e proveniente do sistema de esgotos invade as mais de 400 casas que ficam em toda a extensão da encosta e na baixada.

O problema é antigo, mas se agravou depois que algumas casas desabaram na parte de cima da encosta e equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh) iniciaram trabalhos de recuperação do terreno. A construção de caixas coletoras de água, bem como a contenção da encosta, feita com rip-rap (cimento ensacado), ao mesmo tempo que resolve o problema de um lado, complica o de outro.

Pelo menos enquanto durar a construção da obra - que por muito tempo deixou interditado um trecho da alameda Cosme Ferreira -, a água que desce, vai levando grande quantidade de barro e lama para dentro das casas. “Onde corria a rede de esgoto, que era a céu aberto, tudo foi tampado pelo barro que está descendo. Já cobriu até as pontes de madeira, sem falar nos vários muros que já foram derrubados pela força da água. Fomos informados que a prefeitura vai resolver o problema ainda este ano, só não pode é demorar ou esperar que aconteça o pior”, relata o locutor Jorge Santos, 37, membro da comissão de moradores da Baixada da Alegria.

Obstáculos

A comunidade é entrecortada por mais de 15 becos e vielas estreitas e cheias de curvas, o que dificulta tanto o transporte de material de construção quanto o prosseguimento da tubulação de água.

De acordo com o encarregado de drenagem da obra, Raimundo Carlos Silva, o trabalho na área onde houve desabamento de casas já está na fase de conclusão. “Fizemos a contenção da encosta por meio de rip-rap, drenagem, utilizando um tubo de um metro de diâmetro,  e aterro. O trabalho na parte de baixo vai ser mais difícil. Os moradores não deixaram espaço e não sei como levar essa tubulação, já que os becos são cheios de curvas. Mas isso é assunto a ser tratado pelos engenheiros”, esclarece o funcionário da Seminf.

Na opinião dele, é necessário um estudo mais detalhado da situação, visto que as casas ficam numa baixada e a instalação de drenagem (tubulação), por exemplo, poderia aumentar ainda mais o risco de alagamento. A melhor alternativa seria criar um corredor de água formado por rip-rap.

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