Publicidade
Manaus
FAMÍLIAS

Obras do Corredor Viário do Mindu devem impactar pelo menos 7 mil famílias

Para garantir assistência a moradores que já tiveram residências demolidas e àqueles com casos marcadas pelo projeto, a DPE realiza mutirão 19/06/2017 às 11:25 - Atualizado em 19/06/2017 às 11:43
Show 0000000000000
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Luana Gomes Manaus (AM)

Iniciada em 2007, as obras do Corredor Viário do Mindu, que vai ligar a avenida Grande Circular, na Zona Leste de Manaus, à a avenida das Torres, na Zona Centro-Sul, devem impactar pelo menos 7 mil famílias da região. O processo de construção deve ser reiniciado em agosto deste ano.

Para garantir assistência tanto aos moradores que já tiveram suas residências demolidas quanto os que estão com casos marcadas pelo projeto, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do núcleo de Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), realiza até quarta (21) um mutirão.

A universitária Miriam Espíndola, 30, esteve na unidade nesta manhã de segunda, 19. A residência na qual mora com outros nove familiares foi demarcada pela Prefeitura de Manaus. "Marcaram nossa casa. Pegaram nossos dados, mas não apareceram mais. Então estamos vendo como ficará esta situação. Inclusive, viemos aqui pra tentar verificar a possibilidade de continuar morando na região", pontua. Ela mora no local há 15 anos.

Já a diarista Cleidimara Gentil, 42, teve que sair forçada da casa onde morava há 23 anos. O caso ocorreu há dois anos. "Vieram com um monte de Polícia. Jogaram nossas coisas fora, sequer deram prazo para demolição. Ainda nos acusaram, dizendo que havíamos invadido o local", destaca.

Por conta da expulsão, ela teve que procurar abrigo em casa de parentes. Após procurar a defensoria, ela conseguiu depois de uma árdua batalha, indenização no valor de R$ 40 mil. "Mas isso porque eles sequer contabilizada meu bazar, que era meu sustento, e a casa da minha filha ao lado", ressalta. Hoje ela procura a defensoria por conta de um processo de danos morais, em virtude de todo sofrimento causado no momento da retirada.

Atendimentos

Os atendimentos são realizados das 8h às 15h na sede da DPEAIC, localizada na rua 24 de Maio, 321, Centro, zona sul de Manaus.

Além da equipe da Defensoria, servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e integrantes do Sindmovéis participam do mutirão.

O defensor público Carlos Alberto Filho, titular da DPEAIC, pontua que a defensoria não é contra a continuidade das obras. "É uma obra muito importante, que tem todo nosso apoio. O que não se pode é fazer isso às custas do sofrimento da população", especifica.

Publicidade
Publicidade