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Manaus
ABANDONO

Obras em praças do Centro Histórico estão paradas por falta de recursos

Ao menos três praças estão com as obras totalmente paralisadas. Vendedores reclamam da falta de segurança. Segundo a prefeitura, ausência de recursos do PAC Cidades Históricas atrasou cronogramas 29/06/2016 às 09:54
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Na praça Tenreiro Aranha, não há movimento das obras há meses no local (Foto: Jander Robson/Freelancer)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Boa parte das memórias de Manaus, que estão no Centro, permanecem isoladas com tapumes e folhas de alumínio. Como é o caso das praças 15 de novembro, conhecida como praça da Matriz, a praça do Relógio, além da Tenreiro Aranha e Adalberto Vale. Todas entraram em revitalização, com prazos curtos de conclusão, mas seguem a passos lentos e sem previsão para a conclusão.

A CRÍTICA foi a esses locais e constatou que as obras de revitalização das praças estavam paralisadas. Em alguns casos havia até operários de empresas terceirizadas nas obras, mas sentados sem realizar os serviços destinado a obra.

No caso da revitalização da Praça 15 de novembro, ontem havia alguns funcionários da limpeza pública retirando restos de galhos e algumas sujeiras do local. Porém as máquinas estavam todas paradas e poucos funcionários da obra circulavam pela praça, mas sem realizar qualquer serviço da reforma desta praça.

Há placas penduradas em torno da praça que informar, que a revitalização faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas que tem parceria com o governo Federal. A revitalização iniciou em março de 2014, e tinha previsão de conclusão até março do mesmo ano. Mais de R$ 5 milhões é o valor do investimento.

Outra praça que fazem parte do programa é a Tenreiro Aranha, que fica localizada entre as ruas Teodoreto Souto e Floriano Peixoto, Centro. A revitalização desta praça teve início em agosto de 2015 e deveria ter sido concluída em janeiro deste ano. Porém, chegamos a metade do ano e a reforma se encontra parada. Ao se ver de cima é possível perceber que os antigos pisos foram retirados, mas nada mais além disso foi feito. Mais de R$ 2 milhões é o custo total da reforma. A situação não é diferente na praça Adalberto Vale, localizada em frente a praça Tenreiro Aranha. O local entrou em reforma em conjunto com a Tenreiro, mas a área está coberta com folhas de zinco. Lá, não foi encontrado nenhum operário nas proximidades da reforma. Segundo moradores do entorno, a praça está completamente abandonada.

Segurança na área

Para quem trabalha nas proximidades, a demora da reforma tem prejudicado, principalmente na questão de segurança. “Depois que as praças foram fechadas, a situação aqui nesta região ficou complicada. Por causa disso temos perdendo muitos clientes que preferem ir aos shoppings e bairros para comprar, pois descer em uma das paradas no centrão é praticamente pedir pra ser assaltado”, comentou a vendedora, Rosangela Guerra, 36 anos.

O problema, segundo a prefeitura, foi a ausência dos recursos do PAC das Cidades Históricas, do Governo Federal, que previa o repasse de aproximadamente 7 milhões para financiar a revitalização dos prédios do Centro histórico.

Andamento das obras

Por outro lado, a assessoria do PAC informou que a Praça Adalberto Vale aguarda a transferência do Pavilhão Universal para o seu centro, o projeto, no entanto, está em análise no IPHAN Brasília. O andamento das obras do PAC, bem como o estabelecimento de novos prazos, está dependendo do pagamento referente às primeiras medições das obras iniciadas, que até o momento não foi efetuado de forma integral pelo Governo Federal.

Atividades estão sendo executadas

Assessoria do PAC informou ainda, que diariamente estão sendo executadas atividades na Praça da Matriz. Atualmente, a empresa MCA tem trabalhado no nivelamento do nível da praça, além da higienizacao do Relógio Municipal.

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