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Manaus
QUALIDADE DUVIDOSA

Obras feitas nas ruas do Distrito Industrial já apresentam problemas

Quem trafega por lá reclama da qualidade do asfalto usado pela prefeitura: ruas recapeadas estão esburacadas 29/05/2017 às 21:03 - Atualizado em 30/05/2017 às 07:52
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Via do Distrito Industrial recebeu obras, mas só em uma das faixas. Foto: Aguilar Abecassis
Álik Menezes Manaus

Poucos meses após a Prefeitura de Manaus promover obras de tapa-buracos nas vias do Distrito Industrial 1, na Zona Sul, parte das ruas já estão esburacadas e, em alguns trechos, perdendo a fina camada de asfalto que receberam. A situação precária daquela área revolta moradores, caminhoneiros e representante do Sindicato das Empresas de Agenciamento de Cargas, Logística e Transporte Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas (Setcam), que avaliam o serviço realizado pela prefeitura no local como “ineficiente”.

Uma das vias em estado mais crítico é a avenida Açaí, que passou por obras de recapeamento, mas o serviço não foi concluído, colocando em risco a vida de motoristas e pedestres que circulam pela via diariamente. “Eles só terminaram um lado da pista, do outro lado não terminaram. Aí, para fugir da buraqueira e não quebrar o carro, muitos motoristas entram na contramão. O trânsito aqui ficou bem perigoso”, disse o caminhoneiro Claudemir Gama, 46.

Para o caminhoneiro, a situação das ruas do Distrito Industrial será resolvida apenas quando decidirem remover toda a camada de asfalto que existe e refazer a pavimentação da via com um asfalto de qualidade.  “A secretaria de obras passou por aqui jogando uma camada fininha de asfalto achando que vai resolver alguma coisa, não resolveu e nunca vai resolver. Eles precisam tirar todo esse e fazer tudo de novo, desde o início. Essa é apenas uma das ruas, várias outras estão assim, bate um vento mais forte que o asfalto vai embora”, criticou.

Arriscadas
A buraqueira também começou a reaparecer nas ruas Jutaí e na avenida Governador Danilo Areosa, onde há riscos de acidentes. Os motoristas precisam fazer manobras arriscadas para não cair nos buracos e danificar os carros. O carpinteiro Aluízio da Silva, 63, contou que presenciou inúmeras vezes motoristas “jogando” o carro para fora da pista para tentar escapar dos buracos. “Tem motorista que não conhece a rua, vem numa velocidade boa e se assusta quando dá de cara com os buracos. Eles jogam o carro para o lado e quem corre risco é o pedestre. Eu mesmo já escapei de ser atropelado aqui nessa parada de ônibus”, relatou.

O carpinteiro disse, também, que durante a noite a situação se torna ainda mais preocupante.  “É perigoso para motoristas e para as pessoas que estão pelas calçadas, porque tem buracos depois de curvas, não dá tempo de desviar”, contou.

Prejuízos
Além dos problemas com a segurança, o auxiliar de escritório Alex Viana, 22, disse que os prejuízos com o carro aumentam e fazem diferença no final do mês. Nos últimos dois meses, três pneus do veiculo dele furaram após passar por buracos nas vias do Distrito. “Não deu tempo de desviar, foi direto e o barulho feio. É prejuízo que a gente não quer, mas estamos correndo risco de ter sempre”, disse.

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