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Obras inacabadas da gestão de Amazonino continuam rondando Manaus

Além dos cofres 'vazios', a gestão de Amazonino deixou uma dívida de R$ 350 milhões nas mãos do atual prefeito da cidade Artur Virgílio Neto 05/03/2013 às 08:45
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O Paço Municipal, uma das últimas obras entregues por Amazonino, tinha rachaduras e infiltrações, segundo Artur Neto
Florêncio Mesquita ---

A atual gestão da Prefeitura de Manaus enfrenta uma série de dificuldades geradas pela herança de obras inacabadas deixadas pela administração de Amazonino Mendes. O cenário que obras inauguradas às presas, apenas para oficializar o nome do antigo gestor nas construções, é uma prática que se repete há anos na capital e que se transforma em “herança maldita” para novos administradores do executivo e sinônimo de transtornos para a população.

Além das obras entregues inacabadas e sem condições de uso pela população, a gestão Amazonino deixou uma dívida de R$ 350 milhões, que caiu na mão do prefeito Artur Neto, e apenas R$ 18 milhões em caixa. A situação delicada só acentua o costume de deixar problemas pendentes na cidade.

Os exemplos de obras entregues inacabadas e outras que foram paralisadas estão por toda a capital. O Paço Municipal (Paço da Liberdade), no Centro, passou seis anos sendo restaurado e foi inaugurado, inacabado, por Amazonino no dia 30 dezembro, no penúltimo dia dele como prefeito. Foram gastos R$ 3.716.834,24 na obra e, logo no terceiro dia da nova gestão, Artur interditou o local. Ele constatou que seu antecessor entregou a obra sem que ela sequer fosse concluída e exigiu novos reparos. Na ocasião, o tucano disse que a previsão era que, em 60 dias, o lugar seria definitivamente inaugurado.

Seguindo o mesmo exemplo, o primeiro trecho do Corredor Ecológico do Mindu, que liga o conjunto Colina do Aleixo à avenida Governador José Lindoso (conhecida como avenida das Torres), foi inaugurado por Amazonino no mesmo dia que o paço. O detalhe é que nem o asfalto da via estava pronto e a obra não oferecia condições para os veículos transitarem por lá. Artur também fechou o local para finalizar a obra, orçada em R$ 200 milhões. Porém, a prefeitura terá de desembolsar mais R$ 27 milhões para concluir a obra que o “Negão” deixou pendente. O valor é necessário para desapropriar 1,2 mil imóveis que estão no caminho por onde a avenida vai passar.

A praia artificial da Ponta Negra, na Zona Oeste, aparece como uma das mais problemáticas obras entregues inacabadas, por conta das 16 pessoas que morreram afogadas no local. A suspeita investigada é que o aterro, cuja areia custou R$ 12 milhões, tenha influenciado nas mortes por conta dos buracos submersos na água.


Um laudo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) comprovou que a areia não estava compacta e que, na praia, há buracos de até seis metros onde os banhistas morreram afogados. A obra total de revitalização da Ponta Negra inclui diferentes etapas que totalizam R$ 57 milhões. A praia foi fechadas duas vezes e continua interditada. Apenas a primeira etapa do balneário foi inaugurada, em dezembro de 2011. A outra continua em obras.

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