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Obras viárias no Distrito Industrial enfim são retomadas

Revitalização das ruas ocorre depois de protestos e a cinco dias de feira que atrai mega investidores do mundo inteiro 23/11/2013 às 12:17
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Maquinário parado em frente à antiga fábrica da Sharp, na avenida Buriti, próximo ao trecho de asfalto “raspado”
Steffanie Schmidt Manaus, AM

Mesmo “autorizadas” desde o último dia 12 a retomar o trabalho de revitalização das ruas do Distrito Industrial, as obras no local só voltaram a andar nesta sexta (22), após uma manifestação de moradores do Condomínio Eliza Miranda, que fechou a principal via da localidade, a avenida Buriti, das 5h30 às 8h. Um trecho de aproximadamente 200 metros da avenida estava “raspado” na tarde de ontem, para receber a pavimentação.

Foi a quarta vez que moradores interditaram a via a fim de reivindicar melhorias na infraestrutura do local.

A obra é fruto de um convênio assinado entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e prevê a recuperação de um total de 28 ruas e avenidas do distrito, bem como a criação de infraestrutura para três novas vias do Distrito 2.

“Desde o dia 12 repassamos o primeiro volume de recursos para o Governo do Estado, que é responsável pela gestão da obra, mas por conta das chuvas, não teve como recomeçar antes. Tivemos que aproveitar hoje (ontem)”, disse o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira.

Ontem, às 16h, as máquinas já estavam paradas na av. Buriti, durante a ameaça de um temporal. A expectativa, segundo Nogueira, é que a conclusão da obra ocorra no verão de 2014, embora o prazo seja até 2015, num total de 720 dias.

O superintendente ressaltou que o montante de R$ 3 milhões só foi repassado após a conclusão da análise feita pelos técnicos da Suframa, para saber se o que foi licitado estava de acordo com o projeto elaborado pela autarquia federal. O estudo foi feito após a Controladoria Geral da União (CGU) ter questionado alguns itens como projeto básico, licenciamento e licitação, em maio deste ano. “Não se trata se recapeamento nem de tapa-buracos. É um processo complexo de completa reestruturação, com base, sub-base, drenagem, entre outros serviços”, disse.

Interdição
De acordo com moradores das proximidades da avenida Buritis, os buracos presentes nas vias do Distrito Industrial provocam acidentes e embora exista periodicamente um serviço de tapa buracos, ele serve apenas como paliativo. “Estamos em meio ao Distrito Industrial de Manaus, que arrecada milhões, não temos infraestrutura. Vias sem iluminação, sem calçadas, buracos, acidentes e mortes causadas pelos buracos. Quem mora aqui sabe o motivo da nossa indignação. Não podemos aceitar isso”, disse a moradora Daniela Branício.

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