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Obstáculos do ensino em debate na Semana da Educação do Amazonas

Valorização do professor, construção de novas universidades no interior e investimentos na educação indígena estão entre as propostas 15/10/2013 às 07:32
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Representantes da categoria e dos órgãos públicos discutem os temas desde esta segunda-feira (14)
jornal a crítica ---

Educação indígena, internet em todas as escolas, universidade nas comunidades do Alto Rio Negro e Alto Solimões e a valorização do professor são temas que estão em discussão desde esta segunda-feira (14), na Semana da Educação do Amazonas.

“Na data em que se comemora o dia do professor, o melhor presente seria a valorização deste profissional. Questões como investimentos na formação, nos salários e no Plano de Cargos e Carreiras dos docentes. É preciso recuperar a valorização dos professores. Corremos o risco de um apagão na oferta desses profissionais nas escolas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório.

“A qualidade tem sido perseguida por todos nós, o tempo vai passando e nós temos que acompanhar a evolução que acontece no mundo, com as novas tecnologias e modernidade no ensino”, destacou a secretária estadual adjunta pedagógica, Magaly Regis.

As particularidades de cada comunidade do Estado contribuem para a alteração de políticas e recursos. Elas serão discutidas amanhã, durante a abertura da 3ª Conferência Estadual de Educação do Amazonas (Conae-Am), onde propostas de melhorias serão debatidas na Conferência Nacional.

Participando como delegado na Conae-AM, o deputado Sidney Leite destacou propostas que permitem que a região Norte fique em igualdade com o restante do País. “Os custos amazônicos da merenda escolar e do transporte escolar que, na maior parte do Estado é feito de forma fluvial, são elevados, não podem ser comparados com o transporte convencional. A educação indígena deve receber um olhar específico. A internet deve ser garantida em todas as escolas do Amazonas, para ficarmos em igualdade com o restante do país e a criação de universidade para o Alto Rio Negro e Alto Solimões”, salientou.

Para o delegado, a criação da universidade no Alto Solimões permitirá uma articulação com dois países: Colômbia e Peru, a exemplo do que acontece com a unidade da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Para a garantia da qualidade da escola pública, os representantes defendem 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação.

Todas as propostas serão aprovadas em plenária, compiladas no Documento Base a ser enviado e defendidas em Brasília pelos delegados do Amazonas.

Programação se estende até sábado (19)

Em programação que acontece até sábado (19), serão discutidos os desafios que precisam ser superados no Estado. Nessa segunda-feira (14), a mestra em educação Ruth Prestes palestrou sobre a importância da qualidade na Educação, no auditório Escola Superior de Tecnologia da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Nesta terça-feira (15) será a abertura da 3ª Conferência Estadual de Educação do Amazonas, no auditório Eulálio Chaves, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) às 19h30, com representantes de 45 municípios do Estado. O encerramento será no sábado, com o evento ciclístico, “Pedala Educação”, com concentração às 19h no Parque dos Bilhares e chegada na Ponta Negra. A Conferência Nacional será em Brasília, de 19 a 21 de fevereiro.

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