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Manaus
INVASÃO

Ocupação de lotes em área verde particular avança para terreno público

A equipe do A CRÍTICA foi ao local da invasão e constatou que boa parte da área verde já foi destruída pelos invasores e que há lotes de terra sendo vendidos com facilidade 29/03/2016 às 09:26 - Atualizado em 29/03/2016 às 12:06
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Com o conjunto Viver Melhor ao fundo, ocupação irregular avança com a abertura de novas ruas e a venda de lotes (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Hellen Miranda Manaus (AM)

Moradores da segunda etapa do Conjunto Residencial Viver Melhor, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, denunciam uma invasão em área verde próximo ao local. De acordo com os moradores, a ocupação começou há um ano, com derrubada de árvores e queimadas na área.

“Antes era mata com várias árvores centenárias que foram e continuam sendo destruídas por essa ocupação desenfreada. E os animais silvestres, como tucanos, macacos, preguiças, cutias, araras, entre outros, que antes eram visto na área, estão sumindo”, lamenta Maria*, moradora do conjunto. Ela mora há dois anos em um dos apartamentos do Viver Melhor.

As famílias relatam que 80% dos invasores são os próprios moradores do conjunto habitacional. “A minoria de fato não tem onde morar, mas os demais têm apartamento ou casa na região, pela Suhab. Eles invadem para vender os terrenos”, afirma outra moradora.

A equipe do A CRÍTICA foi ao local da invasão e constatou que boa parte da área verde já foi destruída pelos invasores e que há lotes de terra sendo vendidos com facilidade.

Uma pessoa, que se identificou como “Fabíola” confirmou a venda no local. “Tem muitos barracos à venda, em média entre R$ 500 a R$ 2000, depende do terreno, que vale mais. Conheço pessoas que têm até dez lotes para vender”, garante ela, que não soube informar quem é o responsável pelo terreno.

Em meio aos lotes demarcados, ruas de barro aberta e barracos erguidos, alguns invasores utilizam o igarapé que corta a área para trabalhos domésticos. No local também funcionam pequenos comércios.

Outras situações que chamam a atenção é o constante barulho de motoserras e as queimadas. “Todo dia é possível ouvir a motoserra trabalhando e destruindo o restante da área, porque agora já começaram a invadir o outro lado. É um absurdo ninguém tomar nenhuma atitude para controlar a situação, que faz aniversário agora”, desabafa uma moradora.

Medidas

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), a ocupação da área verde se originou em uma área particular e uma ação de reintegração de posse foi movida pelo proprietário do terreno.

Conforme a pasta, a situação, agora que está afetando áreas de interesse público do Estado e Município, será encaminhada ao Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas no Estado do Amazonas (Gipiap).

*Nome fictício

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