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Odor da água do Parque da Lagoa do Japiim incomoda e assusta turistas e moradores de Manaus

Construído para ser o maior centro esportivo e turístico da Zona Sul, o Parque acaba frustrando a comunidade e todos que pretendem frequentar o local 29/12/2014 às 10:24
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O mato já avança sobre a lagoa, cujo leito está coberto por uma camada pastosa, resultado da alta poluição vinda, principalmente, dos esgotos sanitários
nelson brilhante Manaus (AM)

É triste a situação de quase abandono em que se encontra o Parque da Lagoa do Japiim, local que foi construído para ser o maior centro esportivo e turístico da Zona Sul. A lagoa, que era para atrair, hoje espanta turistas e moradores das redondezas devido ao mau cheiro, resultado da poluição. Mais de 200 casas que ficam numa área invadida, dentro da propriedade, derramam diariamente na lagoa todo tipo de dejetos e efluentes. Além do odor, a lagoa, que tem uma circunferência de 530 metros, perdeu sua margem devido ao assoreamento. Outra parte está tomada de mato. Só existe um banheiro funcionando e a bomba d’água está quebrada.

A água da lagoa fica muito tempo parada porque a tubulação que permite a vazão fica mais elevada que o nível atual da lagoa. A ideia inicial era criar uma estação para tratar as águas e efluentes que são despachadas pelas residências. A estação só ficou na ideia, assim como as quadras poliesportivas.

Na área total de 41 mil metros quadrados estão, além da lagoa, três prédios, mais um anfiteatro e uma área de convivência, onde ainda são realizados alguns eventos. Inaugurado no final de 2008, pelo então prefeito Serafim Corrêa, o espaço teve pouca atenção das duas administrações posteriores. Mesmo assim, cerca de 200 pessoas ainda caminham na orla da lagoa.

“Essa área é muito útil para muita gente. Eu moro no São Lázaro (Zona Sul) e quase todos os dias estou aqui, caminhando. Tem dias que exala um mal cheiro quase insuportável”, relatou o aposentado Ivã Rodrigues Miguez, 63.

Há um mês a bomba d’água está queimada. Água nos banheiros e para regar as plantas, só quando chega um carro pipa que entra no parque duas vezes por semana.

Outro problema é o vandalismo. A segurança não controla a entrada de desocupados à noite. Eles quebraram toda a tubulação exposta do parque e até canos de ferro foram arrancados das estruturas cobertas.

O comerciante Lucival Ferreira da Silva, 61, por recomendação médica, caminha no parque todos os dias. “Como tenho diabetes, tenho que manter o peso. Para mim este parque é ótimo, só precisa ser melhor cuidado”, opina.

Um trabalhador da limpeza pública informa que quanto anda de bote na lagoa para retirar a sujeira tem que sair algumas vezes porque não aguenta o mal cheiro. O leitor Diego Castro, vizinho do parque, confirmou o incômodo. “Nesse mês completaram seis anos com as obras inacabadas, restaurantes e lanchonetes fechadas e até hoje, na administração atual, não fizeram nada, o local fica aparentemente deserto, as pessoas evitam frequentar devido a insegurança”, reclama Castro.

Comunidade cobra providências

O gerente do Parque Lagoa Japiim, Deyvson Braga, tem consciência da situação do espaço. “Uma das demandas da comunidade é a reabertura dos lanches e restaurantes. Ainda não temos previsão para isso porque precisaríamos de uma reforma e depois vem todos os procedimentos licitatórios, essas coisas que demoram. A segunda cobrança é a despoluição da lagoa. Infelizmente, hoje, a lagoa é um depósito de tudo que vem dos esgotos domésticos”, reconhece o gerente.

Segundo ele, em ano de eleições partidárias o processo licitatório é mais complicado e isso dificulta o investimento do poder público, mas ele acredita que a revitalização do parque é uma questão de pouco tempo.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) responsável pela gestão do Parque Lagoa Japiim disse, por meio da assessoria, que a revitalização do espaço está na programação de orçamento da Prefeitura de Manaus para o ano de 2015.

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