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Manaus
PROFESSORES

Oficialmente de greve, 80% dos professores estaduais do Amazonas estão parados

Segundo Sinteam, escolas de todas as zonas de Manaus estão com aulas paradas e no interior 25 municípios aderiram 100%. Protestos continuam 26/03/2018 às 15:40 - Atualizado em 26/03/2018 às 15:56
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Foto: Arquivo A Crítica
Vinicius Leal e Isabella Pina Manaus (AM)

Agora é oficial. Os professores da rede estadual de ensino do Amazonas estão em greve. A partir das 13h de hoje, completou o prazo legal de 72h desde a assembleia da categoria promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) na última quinta-feira (22). Atualmente, segundo o Sinteam, 80% dos mestres do Estado estão parados. Eles exigem reajuste salarial de 35% e outros benefícios.

Conforme o presidente do Sinteam, Marcus Libório, escolas de todas as zonas de Manaus estão com aulas suspensas, sendo que nas zonas Norte e Leste a paralisação é 100%. No interior do Estado, segundo Libório, 25 municípios acompanham o movimento grevista e as escolas também estão 100% paradas. “Hoje nós protocolamos o documento oficial (de greve) e estamos abertos a uma negociação com o governo”, disse o presidente do Sinteam.

Com a greve oficial, os professores ainda planejam protestos e manifestações. Na tarde de hoje (26), eles pretendem fazer um ato relâmpago no Largo São Sebastião, no Centro de Manaus, “para dar início às atividades de greve”.

Asprom Sindical

Em paralelo ao movimento grevista do Sinteam, que é o sindicato que responde legalmente pela categoria, outra entidade também atua com um movimento grevista em Manaus e em cidades do interior do Estado. É o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), que mobilizou cerca de 12 mil professores nas ruas da capital na última quinta (22) na deflagração de uma greve puxada por eles.

E exatamente por não ser representante legal dos professores que o Governo do Estado conseguiu na Justiça, através de uma ação, a suspensão da greve liderada pela Asprom, sob multa de R$ 20 mil por dia, limitados a R$ 400 mil, em caso de descumprimento. A decisão, tomada pela desembargadora Socorro Guedes, entendeu que a entidade não possuía legitimidade para representar os docentes e por considerar a educação um “serviço público essencial”.

Hoje pela manhã, os representantes da Asprom fizeram outra assembleia com a presença de mais de cinco mil professores, segundo eles. Na ocasião, ficou definido que a greve segue em vigor, independente decisão judicial que mandou suspender o movimento. “Vamos continuar em greve, não vamos respeitar a liminar. Aacreditamos que ela é injusta e cheia de falhas. Vamos recorrer, obviamente. Sabemos que ela está valendo, mas vamos assumir a responsabilidade das multas. Só voltamos às salas de aula quando chegarmos a um acordo com o governo”, disse Lambert Melo.

Paralisações e proposta

Há duas semanas os professores da rede estadual de ensino do Amazonas vêm promovendo paralisações e atos de protesto em escolas de Manaus e do interior do Estado. Eles exigem reajuste salarial de 30% e mais 5% real de salário, totalizando um índice de 35%. Além disso, a categoria busca manutenção do plano de saúde, que foi cortado para parte deles, e vale alimentação.

Porém, o Governo do Estado se propõe a pagar a data base de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pela categoria. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

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