Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
ESCLARECIMENTO

Omar Aziz chega à sede da Polícia Federal para prestar depoimento

Alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação Vertex, senador e ex-governador teve a esposa e o irmão presos na última sexta-feira



WhatsApp_Image_2019-07-23_at_14.25.47_324A7EEA-5C43-469D-98DF-7C961E1FDBE5.jpeg Omar chegou à sede da PF sorridente e aparentando tranquilidade (Foto: Junio Matos)
23/07/2019 às 14:46

O senador  Omar Aziz chegou à sede da Polícia Federal às 13h57 para prestar depoimento aos responsáveis pelas investigações da Operação Vertex, desencadeada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal para apurar desvios na saúde do Amazonas.

A 'Vertex' foi a quinta fase da Operação Maus Caminhos, que desde 2016 vem apurando crimes nesta esfera e já prendeu diversos nomes conhecidos na política amazonense, entre os quais o ex-governador José Melo. Governador do Amazonas entre 2010 e 2014, Omar Aziz foi quem levou para a estrutura da saúde do Estado o Instituto Novos Caminhos (INC), que é figura central de todo o esquema de desvios de recursos descoberto pela operação.  

Omar Aziz foi alvo de mandados de busca e apreensão e medidas cautelares na última sexta-feira, quando a operação foi deflagrada. A esposa do senador, Nejmi Aziz, e os irmãos dele - Amin, Murad e Mansour - também foram presos na ocasião. Eles são suspeitos de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa, segundo a Polícia Federal. Nejmi foi solta neste domingo, graças a um habeas corpus concedido pela Justiça Federal. 

Na chegada à Polícia Federal, Omar Aziz aparentava tranquilidade. Ele chegou acompanhado de advogados e de assessores e cumprimentou os jornalistas que o aguardavam no local. Ele afirmou que falaria com a imprensa após o depoimento. "Preciso me informar o que é, o que eles vão perguntar e aí depois tranquilamente eu converso com vocês", afirmou o senador.

Aziz está proibido de deixar o País e de conversar com seus parentes que foram presos, segundo a Polícia Federal. De acordo com o delegado Max Ribeiro, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Federal, a "posição topográfica da caneta", em referência ao posto de governador ocupado por Omar, "possibilitou ou não evitou que esses crimes fossem perpetrados".

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