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Ônibus ‘pregam’ na av. Cosme Ferreira e população, revoltada, quebra coletivo e fecha a via

Dois veículos tiveram pane mecânica, um atrás do outro, o que causou ira nos usuários do transporte público, que fecharam a avenida em protesto 15/09/2015 às 12:03
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Eles interditaram a av. Cosme Ferreira alguns quebraram um ônibus
VINICIUS LEAL Manaus

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Usuários do transporte coletivo depredaram um ônibus e fecharam a av. Cosme Ferreira, na Zona Leste de Manaus, próximo à rotatória do São José, na manhã desta terça (15). O grupo ficou revoltado após dois coletivos “pregarem”, em sequência, no mesmo trecho da via.

O primeiro coletivo a sofrer pane mecânica foi o da linha 678, da empresa Global Green, que vai do Jorge Teixeira, na Zona Leste, até a Ponta Negra, Zona Oeste, lado oposto da cidade. Depois de o motorista informar o ocorrido, os passageiros tiveram que sair e esperar outro ônibus.

Logo após isso, mais um ônibus “pregou” naquele mesmo trecho da via, o 600, também da Global. “Foram dois ônibus que ficaram no ‘prego’. Outro ia passando e quebrou também, no mesmo lugar”, informou o tenente PM Bahiense, 9ª Companhia Interativa Comunitária.

Todos os passageiros dos dois ônibus tiveram que sair e, juntos, decidiram interditar a via como forma de protesto contra a precariedade dos coletivos. “O ônibus já saiu da garagem com problema, quebrado, e eles sabiam disso”, disse um passageiro que não quis se identificar.


“O ônibus estava lotado e todo mundo na hora do trabalho. Eles estavam atrasados e teriam que esperar outro ônibus que viria lotado. Eles queriam que saísse outro ônibus da garagem direto para pegar eles”, informou o passageiro. A garagem da Global Green fica ao lado da rotatória do São José, distante alguns metros do local da pane mecânica.

Na ocasião, alguns usuários ficaram mais revoltados e arremessaram pedras contra o coletivo 678, quebrando janelas. “O pessoal ficou indignado e quebrou a janela. Eles exigiam melhorias porque os ônibus estavam de má qualidade”, disse o tenente Bahiense.


O trânsito ficou congestionado em grande parte da av. Cosme Ferreira devido ao protesto, que durou entre 40 minutos a 1 hora. Outros ônibus das mesmas linhas “pregadas” vieram e resgataram os passageiros. Agentes do Manaustrans também foram ao local para trabalhar o fluxo.

“Chegaram outros ônibus para dar apoio e todos se dispersaram e seguiram seus destinos”, informou o tenente PM Bahiense, da 4ª Cicom. Por volta de 9h a manifestação já havia terminado e o trânsito começava a melhorar na avenida Cosme Ferreira.

Empresa

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), foram 13 janelas quebradas no coletivo da linha 678, mas nenhuma foi depredada do ônibus 600. O prejuízo seria cerca de R$ 7 mil para a empresa Global Green, conforme a assessoria de imprensa do Sinetram.

Sobre a pane mecânica, o Sinetram informou que os coletivos “são produzidos” para andar sobre “vias frontais (principais), e como eles rodam pelos bairros acabam com a suspensão prejudicada e também outras partes mecânicas”.


“A mola desses ônibus não é normal, é pneumático, com bolsa de ar. E como eles passam por muita ondulação (buracos e desníveis no asfalto), a bolsa de ar estoura. Esses (ônibus) articulados foram adquiridos na época do BRT, na gestão do Amazonino, e só iam andar nas vias principais. Só que a obra não foi feita e tiveram que usar esses ônibus”, declarou o assessor do Sinetram, Lucas Prata.

De acordo com o Sinetram, os coletivos passam constantemente por manutenção. “É feita manutenção corretiva e preventiva. A corretiva é quando acontece o problema, e a preventiva é pra prevenir”, disse Prata. “As empresas vão instruir motoristas a lidar com esse tipo de solo, ir mais devagar”.

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